sábado, 18 de abril de 2009

“Crepúsculo” de Stephenie Meyer


Num daqueles dias Fnac, dedicados às pessoas que possuem o respectivo cartão e que beneficiam de um desconto especial em todos os produtos, lá me dirigi com intenção de comprar o computador que a minha filha tanto queria e lhe estava prometido desde o seu aniversário.

Não julguem que sou pessoa de protelar promessas, não, nada disso. O computador é que não havia ainda chegado a Portugal e, por coincidência, chegou nesse dia.

Ora foi mesmo como juntar sopinha no mel e toca de ir comprar o computador (caríssimo, devo dizer) usufruindo do referido desconto.

Bom, como já viram, nada disto se refere ao título do post. Mas tenham calma que já lá vamos.

Enquanto o meu marido e a minha filha se deliciavam a ver o computador sob os seus diversos ângulos e a pedirem informações (que julgo já possuíam) sobre o mesmo eu, qual zombi possuído pelas maléficas forças livrescas, fui-me deslocando para as prateleiras que ostentavam os dez livros mais vendidos ali.

A sua maioria já conhecia. Contudo, o que realmente me surpreendeu, foi encontrar nos dez mais, TRÊS da mesma autora! E logo uma autora de quem eu nem sequer havia ouvido falar; Stephenie Meyer.

Está claro que não havia mesmo nada a fazer. Rapidamente, para não me ausentar por muito tempo do resto da família verifiquei, cronologicamente, qual era o primeiro e trouxe-o sem mesmo ler nem sinopse, nem comentários, nem nada.

A curiosidade foi tanta que, mais uma vez, furou a fila toda dos livros que aguardam ser lidos e comecei-o logo que acabei os que ofereci aos afilhados.

(Apenas um aparte, não gosto de oferecer livros, sobretudo a jovens ou/e adolescentes que não tenha lido primeiro. Não tanto por medo da inadequação do conteúdo mas pela forma como é tratado, podendo mesmo vir a provocar desinteresse, comprometendo futuras leituras).

Já o acabei.

Sinceramente, mais uma vez não consigo entender todo este fenómeno de popularidade. Reconheço que se destinará sobretudo a um público jovem, o que não é o meu caso, mas, mesmo assim, ultrapassa a minha capacidade de compreender o prodígio.

Em termos de qualidade de escrita, não tenho propriamente reparos a fazer. É de linguagem e construção simples, sem exigências, mas com a qualidade requerida.

As personagens, quanto a mim o melhor do livro, estão bastante bem caracterizadas e bem trabalhadas nas suas especificidades (também não seria muito complicado…).

O enredo, esse, desiludiu-me. Por um lado, reconheço que por culpa minha, não fazia a mínima ideia que ia ler um livro sobre vampiros (o que até gosto). Nem li os comentários (nem mesmo em casa antes de iniciar a leitura), nem associei a nenhum filme (Twilihgt) que, aparentemente, também deu brado. Devo dizer que sou muito mais distraída no que diz respeito a cinema do que a literatura…

Após apreendido o mote, que devo dizer não foi logo de imediato, achei o seu desenvolvimento muito morno, pouco desenvolto, sem grande capacidade de agarrar o leitor como é, normalmente, apanágio de livros que tratam de temas similares. Enfim, lá fui empurrando a leitura através daquele romance impossível até que, aí a um terço do final, começou afinal a provocar em mim alguma adrenalina e a apetecer-me continuar a leitura sem que fosse já uma relativa maçada.

Assim continuou até ao final, já com algum interesse sem na minha opinião justificar, e repito, apesar dessa melhoria, essa popularidade desenfreada que suscitou.

Confesso que fiquei com vontade de comprar a sequela, que não sei qual é, dado que já vi mais dois da mesma autora. Gosto de dar o benefício da dúvida. No segundo confirmarei, ou não, as ilações que tirei deste.

Ou então concluirei que estou a ficar demasiado velha para estes romances que sempre me cativaram. Bram Stoker e o seu “Drácula”, Anne Rice e a sua “Entrevista com o vampiro”…

3 comentários:

BlueVelvet disse...

Não me parece que estejas a ficar velha.
Tens é já um crivo muito fininho na peneira da qualidade, onde não passa qualquer livro.
É isso.
Beijinhos e bom fim-de-semana

Anónimo disse...

Concordo inteiramente... Também li o livro porque a minha filha o quiis ler depois de ver o filme, e como ela não lê nada, fiquei curioso de saber o que a tinha interessado. É um livro muito dirigido a adolescentes femininas românticas, suponho que sempre existiu este género, e esta será a versão actual das Brigittes e Angéliques... Nada tem a ver com o Drácula, que é uma história de horror gótica excelente. Quanto à Anne Rice, só vi o filme Interview with the Vampire, e não fiquei com vontade de ler.
Beijinhos,
ZP

fairyGi disse...

Eu adorei a saga toda!!! Apesar de já não ser propriamente adolescente!Lol O segundo livro da saga é o "Lua Nova", depois "Eclipse" e por fim "Amanhecer" (que só sai em português lá para Junho!)
O outro livro da autora é o "Nómada" e não tem nada a ver com a saga!Também é dentro do género fantásticos, mas desta vez sobre extraterrestres!(Por acaso estou a ler!)
Toda a saga vai ser adaptada para o cinema! O primeiro filme "crepusculo" estreou o ano passado em Dezembro e já está em dvd! O próximo filme estreia a 26 de Novembro deste ano!
Na minha opinião os livros da saga vão melhorando, ficando com um enredo mais criativo! Mas aviso já que passa de livro de vampiros para livro de vampiros e lobisomens!!! Só mesmo lendo!Lol

Mil beijinhos