sexta-feira, 9 de maio de 2008

Noite de grande orgulho!



Ontem foi um dia muito especial para mim.

Fui convidada para um “Chá com poesia” que se destinava a homenagear dois poetas: um consagrado, Nuno Júdice e uma poetisa muito jovem mas muito promissora, Inês Torres.

O convite tinha “brinde”! Ou seja eu deveria fazer a apresentação da jovem poetisa uma vez que se trata da minha sobrinha além de afilhada.

Aceitei imediatamente, cheia de orgulho e incrivelmente vaidosa. Depois, veio o receio de não encontrar em mim o engenho requerido para exibir com o destaque que se impunha os seus inequívocos dotes para a poesia.

Enfim, seria o que teria de ser! Socorri-me então das palavras de poetas incontornáveis do nosso panorama literário para definir o conceito de poeta (se é que ser poeta pode ter definição). Disse então as palavras de Florbela Espanca no seu belíssimo soneto “Ser poeta” (não tão bem quanto o canta Luís Represas mas o meu cachet é também ligeiramente menor), continuei dizendo Nuno Júdice, como se impunha, o seu poema “O Poeta” e terminei com a “Autopsicografia” do nosso GRANDE Fernando Pessoa.

A ideia era que os presentes tomassem consciência das características que, segundo estes autores eram inerentes ao poeta: o manuseio da palavra, do sentimento, da emoção, da alegoria, da metáfora, do fingimento, eu sei lá… os presentes teriam a palavra; tirariam as suas conclusões.

Depois, li quatro pequenos poemas inéditos da Inês tentando demonstrar que estes evidenciavam tudo aquilo que tínhamos visto que poderia caracterizar a poesia.

Penso que consegui o objectivo e que todos ficamos com a certeza que, embora muito jovem, a Inês revela já o talento, a sensibilidade, a maturidade para manipular as palavras criando autênticas fatias de prazer.

Não posso terminar este post sem deixar um rasgado elogio aos professores que dinamizaram esta actividade que não só pretendeu dar a conhecer a poesia de dois autores como, pela forma elegante e cuidada com que a prepararam, estou certa que espevitou em muitos dos presentes a curiosidade por este género literário nem sempre de fácil adesão. O elogio é extensivo, claro, à direcção da escola – trata-se do Colégio Paulo VI – que proporcionou os meios, facilitou o evento e honrou professores e alunos com a sua presença.

Quando se procede desta forma na educação é porque se vai no bom caminho. Estou certa que veremos os frutos destas boas práticas.

8 comentários:

Inês Torres disse...

As palavras nunca te faltam (:

Pedro Branco disse...

Que pena não ter sabido de nada... Vou aproveitar para conhecer as palavras da Inês!

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Donagata, faço minhas as tuas palavras. Parabéns à Inês e a quem promoveu esta iniciativa.

Nuno Correia disse...

Olá Donagata,

Conforme combinado vou passar a comentar as tuas incursões virtuais.

Não conheço o livro mas vou ler! Se sair à Tia, a autora vai ter largo sucesso.

Raquel Almeida Silva disse...

Dr.ª Celeste, ou Donagata (se preferir),
Foi para nós uma imensa honra tê-la connosco, a enriquecer o nosso serão e, em especial, a mostrar a todos os presentes que a Inês tem imenso valor a diversos níveis (que, tal como mencionou, e muito bem, é algo genético).
Ficamos também muito contentes por não ter defraudado as suas expectativas!
Um grande beijinho e boas leituras!

Anónimo disse...

Parabéns à sobrinha e um futuro promissor.
Beijinhos
Vovó Nini

Donagata disse...

Obrigada a todos pelos simpáticos comentários os quais endosso direitinhos para a Inês. Ela é que tem o talento embora seja de facto verdade que as palavras nunca me faltam...Às vezes seria até melhor que me faltassem.

Nuno, até que enfim que apareces, fico contente, um beijo.

Dr.ª Raquel, fiquei surpreendida e satisfeita por ter visitado aqui o meu cantinho. Não é tão talentoso quanto o da Inês, mas o objectivo é divertir-me um pouco por entre coisas muito sérias.
A honra de estar presente foi minha por todas as razões; pelo vosso empenho que esteve patente na qualidade do evento e pelo carinho que revelaram para com a Inês.
Mantenho o que digo no post. Acções destas são exemplos de boas práticas educativas e podem apenas conduzir ao sucesso. Parabéns.

A a.teixeira quero agradecer a observação que discretamente fez em relação a uma "gralha" que o post contém e que vou corrigir.
Obviamente que se trata do Colégio Paulo VI e não Paulo VII.
A todos obrigada

Perla disse...

Ora muito bem!
Poetiza com futuro promissor!
Também não era para mais, não é?
Com tão boa madrinha... :)

Beijinho