quinta-feira, 8 de maio de 2008

Louis Wain Pequena Biografia


(Which do I love best?)
(The young coquette)
( progressão da esquizofrenia de Wain)

A imagem inserida no cabeçalho, bem como muitas outras que utilizo sempre com gatos antropomorfizados, é de Louis Wain pintor que aprecio pela originalidade dos seus trabalhos, os quais muitas vezes satirizam o comportamento humano, bem como como pela vida trágica mas fascinante que teve.
Pintor inglês, nascido em 1860 em Londres era o filho mais velho e o único rapaz de seis irmãos. A irmã mais nova enlouqueceu por volta dos trinta anos tendo sido internada num hospital psiquiátrico e as restantes, nunca tendo casado, passaram toda a sua vida em casa dos pais.

Louis Wain que nasceu com lábio leporino foi aconselhado pelos médicos a não frequentar a escola até aos dez anos.
Mais tarde estudou na West London School of art onde terá ainda sido professor.

Após a morte de seu pai teve de trabalhar para sustentar a família; mãe e irmãs. Teria 20 anos.
Deixou o ensino tendo passado a trabalhar como freelancer em diversas publicações. Pintava essencialmente animais, cenas campestres, tendo até, durante algum tempo, ganho a vida retratando cães.

Com 23 anos casou com Emily Richardson, dez anos mais velha do que ele o que para a época era considerado escandaloso.
Mudaram-se para Hampstead mas cedo a sua esposa adoeceu gravemente tendo contraído cancro de que veio a morrer apenas três anos após ter casado.

Durante a doença da sua esposa Emily, entreteve-se a desenhar o gato de casa, Peter, em diversas poses imitando atitudes de pessoas. Tais desenhos destinavam-se a distrair e animar Emily.
Mas foi exactamente a partir daqui que a sua carreira se definiu distinguindo-se com os desenhos antropomórficos de gatos.

Durante os trinta anos seguintes produziu em grande quantidade para todo o tipo de fins: ilustrações de livros infantis, jornais, revistas, cartões de boas festas, de aniversário.
Produzia por ano várias centenas de desenhos mas nunca foi rico. Por um lado porque mantinha a seu cargo a mãe e as irmãs, por outro lado porque não tinha habilidade para gerir as suas transacções e era facilmente enganado.

Empenhou-se em diversas associações de defesa dos direitos dos animais especialmente as que diziam respeito a gatos tais como “Society for the Protection of cats”, “National cat club”, Anti-Vivisection Society”… A partir de 1924 as suas atitudes que se vinham tornando cada vez mais erráticas e agressivas levaram a que a irmã o internasse num hospital psiquiátrico de muito má qualidade. Por intervenção do próprio Primeiro-ministro é mudado de hospital e vive os seus últimos quinze anos em St. Albans, onde convivia com uma colónia de gatos existente nos jardins. À medida que a doença progredia os seus desenhos foram-se transformando visivelmente tendo adquirido cores cada vez mais vivas, traços mais fortes e uma grande profusão de flores.

H. G. Wells, escritor inglês, disse de Louis Wain: "Ele apropriou-se do gato. Inventou um estilo, uma sociedade, todo um mundo do gato. Os gatos ingleses que não se pareçam e vivam como os gatos de Louis Wain, deveriam envergonhar-se de si próprios"

2 comentários:

nuvem disse...

É realmente um trabalho com grande carisma, digno da atenção e apreço de qualquer amante de gatos... Como é o nosso caso :)

Beijinhos

Alda M. Maia disse...

Muito interessante!
Um beijinho