segunda-feira, 12 de maio de 2008

Fim de semana cultural

Eis-me chegada de um curtíssimo e atarefado fim-de-semana cultural. Sábado, eu mais o meu Gatão lá nos fizemos à estrada e rumámos à capital para assistir ao Cirque du Soleil*(aliás, como já aqui havia anunciado efusivamente).

O banho de cultura começou logo ali pelas bandas da Mealhada com um “culturalíssimo” almoço de leitão assado à moda da Bairrada que só não foi regado com um espumantezinho local (parece-me ter entendido que é o acompanhamento de eleição deste prato) porque eu não bebo e o Gatão ia conduzir. Mas um suminho de laranjas espremidas na hora foi um regalo.

Terminado o primeiro round, gastronómico, fomos prosseguindo viagem ao som de Luís Represas e, sob um céu que ora nos ameaçava carrancudo pejado de nuvens nos diversos matizes de cinzento, ora deixava entrever timidamente alguns raios de sol mais afoitos, chegámos ao destino, o hotel onde pernoitaríamos. E que hotel! É que o dito se situa, nada mais, nada menos, no Palácio do Marquês de Valle Flor*. Acreditem que o palácio constitui, só por si, já não apenas um singelo banho, mas um autêntico jacuzzi cultural. Um regalo!

Depois de umas voltas ao romântico jardim apreciando as suas belezas, naturais ou outras, refrescámo-nos e preparámo-nos para seguir para o espectáculo que cá nos tinha trazido.

Depois de algumas incríveis peripécias para encontrar, às 20h da “madrugada”, em Algés, uma pastelaria, um snack-bar ou algo semelhante que nos servisse alguma coisa muito ligeira (o almoço ainda pesava), seguimos para o recinto do circo. Este será alvo de um post. Merece-o.

No dia seguinte, após um pequeno-almoço muito contemplativo em que a arte e a beleza que nos rodeava eram impressionantes, seguimos para Belém. Objectivo: Museu de Arqueologia e revisitar o, sempre surpreendente, Mosteiro dos Jerónimos. Traduzindo: “Lá vais tu ver calhaus e coisas de defuntos…”

Depois de um bom passeio pelos jardins circundantes que nem a chuva miudinha que se fazia sentir, nem o vento conseguiram estragar, rumámos, como fiéis peregrinos, aos pastelinhos de Belém dando assim por concluída a já longa jornada cultural.

Depois, foi apenas o regresso às origens com a mente refrescada e ardentes propósitos de repetir o feito enquanto ouvíamos “Crosby Stills Nash and Young”.

*Quer em relação ao Cirque du Soleil quer ao Palácio do Marquês de Valle Flor tenho intenção de escrever postes mais pormenorizados pois julgo que são temas que merecem tal cuidado

(Imagem: Túmulo de Fernando Pessoa. Claustro do Mosteiro dos Jerónimos)

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