sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Sem Perdão" de Julie Garwood

Comprei este livro porque, ao ler a sua sinopse, me pareceu que poderia ser uma boa aposta num género que eu aprecio bastante, o policial/suspense. Além disso, li em alguns blogues de pessoas cujas opiniões considero, referências bastante abonatórias à obra.

Devo todavia dizer que fiquei bastante desiludida com a sua leitura. Embora seja um livro que se lê bem, não aborrece, não é daqueles que apetece pousar quase de imediato, apresenta, na minha modestíssima opinião, diversos senãos.

A autora tenta, numa só história, conciliar o suspense/policial, com o thriller, com o romance. Não é impossível, claro, e geralmente é até uma receita de sucesso.
Contudo pareceu-me que o romance era demasiado cor-de-rosa, o enredo, supostamente de suspense, demasiado previsível e, portanto, pouco empolgante e, as personagens exageradamente estereotipadas.

Senão vejamos:
a beldade de cortar a respiração (claro), em risco;
o polícia protector (também ele um “pão" perdoem a liberdade de linguagem) e amigo do irmão da “beldade”, que, obviamente, se apaixona perdidamente e à primeira vista (que realismo!) pela sua protegida;
o irmão da “beldade”, padre e um verdadeiro desperdício se considerarmos que também ele é de cortar a respiração;
as vizinhas velhotas, com a sua coscuvilhice habitual, atentas a tudo o que se passa à volta e, certamente, com boas probabilidades logo à partida de constituírem um elemento determinante para o desenrolar do clímax do enredo.
Enfim, desculpem-me mas… uma chatice!

Como comecei por referir, até sou uma boa apreciadora do género policial (como de quase todos os géneros, confesso) e, talvez por isso mesmo, custa-me muito usar o meu tempo a ler vulgaridades e estereótipos embora de leitura fácil.
Tenho lido muito bons policiais e não me refiro apenas aos “clássicos”, pois há uma série de autores actuais, de muita qualidade, os quais me têm proporcionado momentos de grande emoção.
Não foi, seguramente, o caso deste; absolutamente previsível!

É, quanto a mim, um daqueles livros feitos para serem garantidamente um best seller sem que, de facto, contenha nada de realmente muito bom.

1 comentário:

Maria João disse...

Já li o livro e gostei. De leitura leve, sem grandes presunções. Até poderá ser fraquito, mas ora, há tantos livros fortes, que alguns podem ser assim mesmo, que nós não deixamos de os ler. Maria João.