domingo, 9 de março de 2008

Tracy e Envie, jardineiros por vocação...

Quem por aqui passa de vez em quando já deve, certamente, ter desconfiado que gosto muito de animais. E, sobretudo de gatos, animal com que, de algum modo, me identifico.
Mas hoje vou mesmo é falar de plantas. É que eu também gosto de plantas e aprecio vê-las luxuriantes, floridas ou não, cheias de vida, ora no jardim, ora dando cor e viço aos cantos da minha sala.

A verdade, porém, é que não sou tão habilidosa na aplicação dos cuidados que elas exigem quanto o sou naqueles que os animais requerem.
Então é vê-las ir definhando sob o meu olhar incrédulo e impotente, numa lenta e prolongada agonia que não há regas, adubos ou pulverizações específicas que tragam remédio à inevitável morte.

Ora, tendo por diversas vezes observado este constante assassinato vegetal (homicídio involuntário mas, mesmo assim, homicídio), o Envie e a Tracy, os meus hóspedes de estimação, deitaram patas ao caminho e lançaram-se na árdua tarefa de me ajudarem, talvez, quem sabe, ensinarem a cuidar das pobres plantas.

Então, afanosamente e sem cansaços aparentes ou desmotivações, escavam, mastigam, cortam (presumo que para replantar…) e sei lá que mais num tratamento sem igual às massacradas plantas.
A verdade é que são praticamente tão mal sucedidos quanto eu tenho sido. Contudo, proporcionam às pobres plantas uma morte menos lenta e muito mais eficaz.
São apologistas de metodologias mais radicais: ou sobrevivem mais robustas do que nunca, ou morrem de vez sem direito a agonias prolongadas.

São assim estes bichanos com vocação para a jardinagem e sempre prontos a dar uma "patinha" para me ajudar…

4 comentários:

jrd disse...

"Fiéis jardineiros..." porque o amor pelas plantas também existe.

Clara Branco disse...

hehehe, também sofro do mesmo mal, aliás, cá em casa plantas não se dão, eu bem tento regá-las, colocá-las ao sol, à sombra, à média luz,consoante a espécie do reino vegetal, e nada, procuro na internet meios miraculosos de reanimação vegetal, e adubos... e nada!!! Também tenho a ajuda preciosa da minha fiel jardineira Sushi, e é aí que eu desconfio que as plantas começam a cometer suicídio, eu acho que elas preferem decidir morrer, a serem assassinadas...por isso na minha varanda, só pululam nos seus vasos, carcaças de memórias de plantas, tão sequinhas, que já pensei dedicar-me à arte do Pout Pourri...
beijos :-)

Donagata disse...

jrd. Eu também gosto de plantas só não tenho muita habilidade para as cuidar por muito que tente. Afinal, tal como a Clara Branco. E é muito desagradável a sensação de impotência em relação à manutenção das suas vidas...
Clara, essa da arte do Pout pourri pode ser mesmo uma boa.
Um beijo.
Boa semana.

Rogério disse...

Que gatostão giros! Mas muito mal-educados...