sábado, 3 de janeiro de 2009

"História Desatinada de Portugal" de Luís de Mascarenhas Gaivão


Depois de ter acabado de ler um livro que me deu algum trabalho e como me encontro com as minhas capacidades de atenção um pouco limitadas devido a uma estúpida de uma gripe ou, de uma forma mais pseudo-intelectual da linha ( como há dias me chamaram num comentário), uma virose, decidi ler (iria fazê-lo de qualquer forma), um livro que saiu há pouco tempo e que não podia perder dado o enorme prazer que me deu a leitura dos outros dois anteriores do mesmo autor e que abordam o mesmo tema.

Trata-se de um apanhado de respostas disparatadas que o autor recolhe dos seus alunos, não com o intuito de achincalhar ou mostrar até a sua baixa proficiência ao nível da História (tal não faria sentido pois diminuiria também a qualidade do professor) mas com o intuito de revelar as dificuldades com que os nossos alunos se deparam para compreenderem a História.

Segundo o próprio autor, estas respostas, mais ou menos disparatadas, que advêm não só da desatenção do aluno, em algum momento, na aula como também da sua pouca idade para compreenderem plenamente os meandros da história e da forma como os manuais expõem a matéria. Porém, a razão fundamental ocorre, segundo o autor (e eu estou inteiramente de acordo) do domínio bastante insuficiente ao nível da Língua portuguesa não apenas no que se refere à compreensão mas, sobretudo no domínio da expressão escrita; o aluno, muitas vezes, não consegue expressar o que quer. Não encontra os vocábulos, não os sabe organizar numa frase com sentido. Então sai disparate.

Este trabalho serve também para ajudar o aluno. Através da análise do erro, compreendendo o que e porque errou, o aluno terá, se induzido a isso, a possibilidade de corrigir.

Fartei-me de rir pois é extremamente divertido. Ainda me provocou uns acessos de tosse pouco simpáticos mas, “perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe” já dizia a minha avó.

Deixo-vos apenas um cheirinho:

“Estando em oposição ao Cristianismo, a religião dos romanos era politeísta, o que quer significar que «só acredita em vários deuses» cujos nomes eram vários: «D. Raimundo», «Alá», «Alá e Maomé», «Maomé e Jesus», o célebre «Mavamé», «Diana Deusa da Caça e Artur Deus da Guerra». Por último, ainda havia os enigmáticos «Viriato e Teodósio»”

Agora é lê-lo!

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