sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dois de Janeiro de 2009

Até são engraçadinhos, não são?

Esqueçam. O meu é muito mais bonito!

Dois de Janeiro de dois mil e nove

(título de superior originalidade)


Após uma noite horrível em que os períodos de vigila inquieta e desassossegada alternavam com pequenos ciclos de sono pejados de pesadelos absolutamente fabulásticos (vocábulo não da minha criação, mas usado por um grupo restrito no qual eu me insiro e que julgo estar absolutamente em consonância com o espírito do acordo ortográfico, por isso, bora lá!) quando não mesmo assustadores, eis que consigo ver claridade, embora ainda algo baça e envergonhada, através dos furos das gelosias (lindo!).

Finalmente chegou a manhã. Ou seja, chegou uma hora em que já seria normal acender a luz do candeeiro, e dar início a um dia normal: pegar no livro que estou a ler, aconchegar-me no edredão, deslocar o Zorba de cima da minha cara e iniciar a leitura.

Pois e seria isso exactamente que eu faria se a cabeça não mantivesse os problemas de ontem e continuasse exageradamente pequena para acomodar todo o seu conteúdo, se os ouvidos não estivessem em constante produção de um som que eu julgo ser muito semelhante ao que produziria um bilião de abelhas, se os olhos não se desfocassem constantemente e insistissem em ir atrás da palavra perdida tornando o livro de um surrealismo atroz e se os ossinhos todos dos dedos das mãos (e outros), não me doessem o suficiente para ser penoso pegar no livro.

Enfim, depois de diversas tentativas, rendi-me. Levantei-me, tomei uma aspirina e voltei para a cama com a sensação que não conseguiria de lá sair tal era o grau de entontecimento que eu sentia de cada vez que procurava deslocar-me.

Depois de algum tempo, em que, após as primeiras impressões até consegui acabar de ler o livro que tinha em mãos (o qual também já fazia parte dos pesadelos com que me havia confrontado durante a noite), já não suportava mais a cama e movimentei-me para o sofá.

Cá continuo, rodeada de aspirinas, gatos, lenços, livros, xaropes e mantas e, claro,

O ANEL

bem colocado no anelar direito que é o único que não me dói. Vejam só a importância do poder telúrico dos metais!!!!!

3 comentários:

Anónimo disse...

Ola Sra Donagata :)
Bom Dia ...
Passei para lhe deixar um Beijo e o Desejo de rápidas Melhoras !!!
Fico muito contente por ver o resultado desse Mimo do seu Gato , o Anel :) ...
É sempre Maravilhoso termos esses Mimos da pessoa q AMAMOS !!!

Beijo , Anibal Borges .

Donagata disse...

Agradeço a sua passagem por aqui a qual já estranho se não acontece.

Isto está um pouco mais difícil de passar do que parecia mas há-de ir pois já começo a entrar em parafuso pelo facto de estar tanto tempo em casa. É então aí que os disparates começam a surgir em catadupa.

Claro que um mimo é sempre um mimo; um mimo da pessoa que amamos tem um significado que nem sei descrever. E este, teve o condão de ter sido absolutamente inesperado.

Junte tudo isto e tenho o anel mais lindo do mundo nem que fosse uma simples lata retorcida...

Um beijo e um bom fim de semana.

Anónimo disse...

Minha Tao Querida Donagata :)
É Fantastico , É Maravilhoso esta troca de palavras sempre com Tanto Mimo e Carinho !...
Eu é q já sinto falta das suas palavras :) ...
O meu muito Obrigado por Tudo !
Desejo-lhe um Excelente Fim de Semana !

Beijo , Anibal Borges .