segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rescaldo

(Imagem: "Depois da leitura dos poemas" de Sandro Chia)

E lá concluí a minha participação no lançamento do livro “A Minha Nuvem” que só não foi, para mim, a mais difícil porque essa foi, sem dúvida, a primeira, por razões várias, há já algum tempo.

Mas, também esta, teve contornos acrescidos de responsabilidade; pela minha grande crença na qualidade poética da autora, pela amizade pessoal que nos une, porque julgo ter sido a primeira pessoa a divulgar, através da voz, as palavras da Ruth e, sobretudo, porque gostaria de ajudar a tornar aquele dia (um dia de sonho para qualquer autor), um dia verdadeiramente mágico e que ficasse gravado na Nuvem, em letras de ouro, para sempre.

Penso que consegui fazer o que me era devido. Logo que entrei no Bela Cruz atirei com a ansiedade para o “Peixanário”, logo ali ao lado (foi a banhos), ergui os ombros (nus!!!!) e quedei-me, eu mesma, cheia de vontade de dar voz aos lindos poemas que me couberam dizer.

E dei. Demos, eu e a Olga que esteve primorosa! Podíamos não ter dado. Mas demos.

Foi uma belíssima apresentação. Esteve tudo cuidado até ao ínfimo pormenor. Tinham-se corrigido pequenos senãos sentidos numa sessão anterior e, apesar da luta contra o tempo, A está verdadeiramente de parabéns.

Tiro o chapéu à sua capacidade de organização sobretudo na pessoa do Carlos que tudo fez para que o evento fosse realmente distinto.

E foi. Podia não ter sido. Mas foi.

Agora a música. Uma maravilha! A voz melodiosa do Miguel tão bem acompanhada pelo piano, bateria e baixo, julgo que convenceu todos quantos lá estavam.

Um agradecimento muito especial para o teclista que além de tocar as músicas dos temas que apresentava com a banda, ainda teve de nos aturar em “treinos” para decidir a melhor forma de acompanhar os poemas que iriam ser ditos. É um rapaz cobertinho de paciência, tanto quanto de talento…

Podia não ser. Mas é.

And last, but not the least, a autora!

Pois, A Ruth estava LINDA! Pois não é que “o raça da piquena” além de se dar muito bem com a manipulação de tudo o que são letrinhas, palavras lindas que compõe em frases melódicas com uma naturalidade que torna tudo, enganosamente, fácil… Ainda por cima é deslumbrante?!!!!

Esteve muito bem, muito emocionada mas muito contida, fartou-se de dar autógrafos e de escrever dedicatórias (as quais, espantem-se, não necessitam de tradutor) e falou, como sempre, bem.

Parabéns Ruth.

Se tudo correu bem, não tenhamos ilusões, tudo começou pelo mérito das suas palavras.

De mim, aquele Beijo, meloso, besuntado e com um pelito à mistura (não fosse eu gata) que já conhece.

7 comentários:

nuvem disse...

Eu não tenho como agradecer tanto mimo, tanta amizade e carinho, tanta dedicação... Foi um privilégio tê-la comigo ontem, ouvir os meus poemas na sua voz, impregnados do seu sentimento, coloridos pelo tom do seu coração... Obrigada e um beijo meloso-pegajoso e muito muito emulsionado :)

(Ai Jesus, a verificação de palavras está linda hoje... "conacut")

Alda M. Maia disse...

Flor
Nas tuas mãos,
uma só flor, que colheste para mim

Faço dos meus olhos
terra molhada,
e dessa flor, o meu jardim
****

Também deu melodia, apenas com a sua voz, a este lindo terceto? Fiquei encantada quando o li

Donagata disse...

Por acaso não. Esse ainda não está no livro.
Também acho esse belíssimo mas emprestei a minha voz e o meu sentimento a outros não menos belos do que esse.

Tenho intenção de ir deixando por aqui alguns.

Um beijo.

pin gente disse...

pois então se está aqui tudo dito para quê dizer mais alguma coisa?
podia não dizer, mas digo!
gostei muito de te ouvir.
gostei do evento.
parabéns à ruth, ao carlos e a todas as pessoas que mencionas.

beijos
luísa

Donagata disse...

Hummm... Qualquer dia poderei estar a escrever um post para outra autora super-maravilhosa, glamorosa e outras osas que te ocorram... n'est ce pas?

Beijos.

eu, do alto do meu salto disse...

Os poemas são lindíssímos, claro (a Ruth tem um dom para a escrita), mas deixe-me dizer-lhe que a sua leitura deu-lhes vida :)
Gostei muito de a ouvir novamente.
Quanto à Ruth e aos seus poemas, bem... é melhor não dizer mais nada senão ainda deixo aqui um rasto de baba e é um bocado feio! :)

Donagata disse...

Obrigada pelo cumprimento. É claro que a função de um leitor/a é realçar o que está escrito; ou, pelo menos, não estragar. Eu tento sempre fazer isso e, a verdade, é que os poemas da Ruth são fáceis para mim, de "vestir" (pese embora a enorme diferença de número).

Contudo e eu digo sempre isso, o mérito é de quem escreve as palavras e as faz soar como música. E isso é sem dúvida mérito exclusivo da Ruth.