domingo, 28 de dezembro de 2008

Reflexões à posteriori...


É normal, nesta quadra, todos nós recebermos alguns presentes. Obviamente, cá em casa não fugimos à regra. Chegada a meia-noite deu-se início ao frenético desembrulhar dos respectivos presentes, aliás como já referi noutro post, e cada um ficou, mais ou menos satisfeito com o que lhe coube em sorte.

O mesmo se passou comigo. Gostei, genericamente, de todos os presentes. Uns, porque eram realmente bonitos e correspondiam, ou ultrapassavam mesmo. as minhas expectativas; outros, embora mais modestos no seu valor material, tiveram a grandeza do seu significado; outros, ainda por serem absolutamente inesperados. Atrever-me-ia a considerá-los até absolutamente improváveis, tendo provocado em mim uma estranha emoção. Nada fiz de especial para os merecer. Contudo ainda há pessoas que consideram que o importante é o grau de felicidade que proporcionamos a outrem…


Não vou, naturalmente, fazer nenh

uma listagem dos presentes recebidos. Quero, porém, destacar três mimos muito especiais que recebi que provam que essas pessoas me conhecem e sabem como aprecio as coisas simples mas com significado:

Este foi um postal de Boas-Festas, personalizado, feito por quem sabe que eu a adoro bem como à sua poesia. Encantou-me.



Este pequeno poema acompanhava um presente que muito me emocionou. Hoje, não sei com qual dos dois fiquei mais abalada.Foi feito para mim!...


É Natal lá fora,

Vêmo-lo pela janela,

É Natal nas luzes,

Na neve que cobre o chão,

É Natal na árvore mais bela…


É Natal em tudo o que queremos

É Natal só porque o vemos

Com os olhos do coração.

Ruth Ministro



E, finalmente, um dos poemas belíssimos que me enviou a minha amiga Dina da minha livraria preferida, a Poetria.



Componho o Presépio, um mundo em obras:

a tela de estrelas, um lago de prata,

o prado é de musgo. Ao centro dois pobres.

Estão longe de casa. Nasceu-lhes um filho

entre as palhas da lapa. Não sabem ainda,

talvez o não saibam, mas a mãe lhe dará,

descido da cruz, o último colo

de Deus feito Homem, herege de Si.

Só o velam aqui dispersos pastores

e reis descuidados de reino e redil.

Vieram e viram. Nem pórtico gótico,

nem talha de ouro, nem sinal de força

de orgulho ou de glória.

E não se espantaram com a casa de Deus.

E nela deixaram o leite e a mirra.

E não duvidaram de Deus ser assim.

Que o Natal seja frágil. E o ano feliz.

Luísa Malato

11 comentários:

Anónimo disse...

Ola Sra Donagata :)
" Contudo ainda há pessoas que consideram que o importante é o grau de Felicidade que proporcionamos a outrem ..."
FANTÁSTICO !!!


Beijo , Anibal Borges .

nuvem disse...

Fico feliz por ter gostado tanto... Eu também acho que são as coisas mais simples, as mais "transparentes", que nos tocam a alma. É bom saber que consegui tocar a sua :)

Mil beijinhos

Donagata disse...

E de que maneira! É sempre bom saber que algo é feito porque alguém está a pensar em nós. É muito bom!

Donagata disse...

Aníbal, é verdade, ainda há dessas pessoas. São as que realmente se preocupam connosco; são os nossos AMIGOS!

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Donagata, és mesmo especial.

Mar Arável disse...

desculpe

não a conheço pessoalmente

mas gosto de si

Bom ano

Donagata disse...

Mar Arável, eu também não, mas olhe que o sentimento é recíproco.

Um bom ano também para si.

antonio - o implume disse...

Gostei dos poemas mas muito mais do desenho no postal do Natal. Abençoado aquele que não se considera merecedor das suas graças, pois dos humildes será o Reino dos Céus.

Carla disse...

Terá sido uma quadra repleta de carinho e como não poderia faltar ali estava uma prenda com um gato :)

Beijo

BlueVelvet disse...

Imagino que todos os teus presentes tenham sido óptimos.
Pela amostra que deixas...
Gostei de três e particularmente do da Ruth, claro:)
Beijinhos

Donagata disse...

Foram , de facto, todos bons. de uma forma ou de outra, vieram tocar aqui uma cordinha e fazê-la vibrar...

Pelo exposto....