segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Poesia de Natal "Natal" de Miguel Torga

(Presépio napolitano, pertencente ao museu. Possui 1620 peças)

NATAL

Nem pareces o mesmo
Exposto
Num presépio de gesso!
E nunca foi tão santa no teu rosto
Esta paz que me dás e não mereço.
É fingida também a neve
Que te gela a nudez.
Mas gosto dela assim,
A ser tão branca em mim
Pela primeira vez.

Miguel Torga

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