segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Não é tristeza o que sinto!

(Imagem: "Loosing the face" by Angela Albright)

Não é tristeza o que sinto!

Sofrimento, também não.

Não é raiva, nem desgosto!

Talvez uma inquietação.

É um correr… e um cansaço,

um desassossego… e uma inércia,

que não procuro, não entendo,

que colidem sem razão.

Então acontece o alento,

num doce sopro, a vontade.

E planeio coisas belas

que espalho, ferozmente…

Procuro então a amizade:

quanto prazer, que deleite!

Mas eis que rapidamente,

presa a esta condição,

nesta frágil duplicidade,

busco sôfrega a solidão.

E me enrolo na indolência,

na desvontade, no remanso,

no meu casulo fervente,

no meu eu de insanidade,

nesta jaula de impaciência!

8 comentários:

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Casulo fervente - excelente.

Clara Branco disse...

Belo. Somos naturalmente... descontentes.
beijos

Donagata disse...

O problema é que por vezes nem sabemos bem porquê...

Deusa Odoyá disse...

olá amiga.
obrigado por seu comentário tão arinhoso em mu cantinho, volte sempre.

Amiga o silêncio é o melhor recurso que temos , para viver uma vida.
Fique um pouco em silêncio e deixe o clamor de sua alma gritar ao firmamento.
beijos amiga.

fique nessa doce paz.

Sua nova amiga.

Regina Coeli.

The Hazy Looker disse...

Olá. Sou nova por cá, mas não fiquei indiferente à beleza deste poema. Uma perfeita descrição do sofrimento humano, algo tão intrínseco à nossa existência...

BlueVelvet disse...

Olha, não é que sinto isto muitas vezes?
Não sei é pôr em palavras como tu:(
Lindo demais. Gostei muito.
Beijinhos e veludinhos azuis

Donagata disse...

Obrigada a todos pelas palavras de alento.
Beijos.

Anónimo disse...

Ola Sra Donagata :) ...

ADOREI !!!

Bjo , A.B.