sábado, 7 de março de 2009

Noite no Teatro Sá de Miranda em Viana do Castelo



Ontem, fui a Viana do Castelo ao Teatro Municipal Sá de Miranda, assistir à estreia da reposição da peça de Oswaldo Dragún “Histórias para serem contadas”.

Este texto foi encenado pela primeira vez em Portugal em 1971, por Júlio Cardoso com o seu já prestigiado grupo de teatro “Os Modestos”

Por essa razão, foi aproveitada esta estreia para se prestar uma merecidíssima homenagem a Júlio Cardoso pelos seus cinquenta anos de carreira como actor, encenador, impulsionador de novos grupos de teatro e de actores… enfim, um mestre.

Foi interessante apreciar a quantidade de pessoas do mundo do teatro e não só que, em presença, ou através de mensagens que foram lidas, fizeram um périplo em torno do percurso profissional do homenageado nas suas diversas vertentes.

Depois dos agradecimentos emocionados do próprio e de uma visita a uma exposição fotográfica de alguns momentos marcantes da sua carreira, começou o espectáculo propriamente dito.

Embora já conhecesse o texto, achei muito interessante a estratégia do encenador, Castro Guedes, de utilizar um par dançando um tango argentino bem marcado, sempre que mudava a história (o texto conta três).

No meu ponto de vista, não só faz todo o sentido pois as histórias se passam em espaço argentino, como torna o espectáculo, cenicamente, muito mais apelativo.

É claro que sou um pouco suspeita: gosto de tango e o par que estava a dançar é, de entre os que conheço, o meu favorito. Além disso esteve divinal! Na forma como interpretou as músicas, no guarda-roupa cuidadosamente escolhido, nos pormenores da mudança de penteado, de um adereço, de um brilho, de postura e, sobretudo, algo que me encantou: as cambiantes na expressão facial…

A noite terminou numa milonga e numa prova de sabores sul-americanos.

Uma noite muito bem passada.

Foi a estreia. A peça irá estar em cena um mês. Não deixem de aproveitar.

6 comentários:

Milu disse...

Cada vez me convenço mais que a cara amiga é uma mulher bastante entusiasta, desempoeirada e com um enorme gosto pela vida, pelo menos a avaliar pela forma como se atira para as coisas. Só por causa desse espírito irrequieto os meus parabéns! Por mim só estou à espera que rebente a Primavera, ando um bocado hibernada, sempre fui assim, tenho fases! De repente renasço e emerjo das cinzas, resplandecente. É como quem sobrevive de uma demorada ressaca! Esperemos! :D

Donagata disse...

Também tenho dessas crises. Aliás poderei mesmo dizer que estou a atravessar uma. Um pouco devido a pequenos problemas de saúde (que em boa verdade nem chegam a ser problemas, chamemos-lhe incómodos)e também um pouco devido ao estado de espírito de um familiar. Contudo acertou inteiramente quando diz que tenho um enorme gosto pela vida e, mesmo nos momentos menos bons, esforço-me por não os sentir tão maus. Em relação à forma como me atiro para as coisas, bem, em relação a isso, às vezes dou por mim a pensar: como raio é que me meti nesta? É que depois não sou pessoa de deixar a coisa pela metade.
Enfim. São temperamentos. O meu foi sempre assim. Foi-me vantajoso algumas vezes e talvez prejudicial noutras. Agora estou mais calma.A idade não perdoa. Mas o bichinho está cá!

Beijos. E obrigada pela gentileza do comentário.

Mar Arável disse...

E Viana aqui

tão longe

Que pena para mim

Donagata disse...

Mas que pena, de facto.

Contudo, do longe se faz perto. E estou convencida que, muito brevemente, o conseguirei convencer a "subir" até à Invícta.
Vamos ver...

InêsT disse...

Mais uma vez agradeço todo o apoio... Nem tenho palavras...

Abraço,
InêsT

Donagata disse...

Não é para agradecer. É merecido e do peito.

Continuação de performances exímias.
Beijos.