quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

“Meu Amor Era de Noite” Vasco Graça Moura


Acabei de ler este livro que, pelo seu tamanho, se lê muito rapidamente. Trata-se de um romance um tanto incompleto, na minha opinião. Fica-se com a sensação que é algo que acaba mesmo antes de ter começado.

Contado sobretudo a dois tempos, Constança e Mateus que vão contando o seu amor que quase não chega a sê-lo. A narrativa tem o contraponto da irmã de Constança, Eugénia, a autora, que ajuda a esclarecer alguns pontos do enredo.

Graça Moura, narra a história no feminino. Ele será Eugénia, a irmã um tanto devassa, que critica e ajuda a compreender o que anteriormente se passou.

Resultou, no meu ponto de vista, um pouco morno. Foi, sem dúvida, o livro do autor que menos interesse me despertou. Provavelmente, não seria também, pelas características do livro, objectivo do autor, criar um enredo de grande pendor dramático ou outro…

Mantém contudo a escrita excelente, característica que lhe é inerente.

4 comentários:

antonio - o implume disse...

Estava eu a pensar: boa, mais um que não me vai pesar na consciência não ler!

E eis que maldosamente soltas um: "escrita excelente"!

Bolas!

Donagata disse...

O tipo de escrita do autor em termos literários é sempre excelente. Pelo menos em tudo o que li dele. É um indivíduo erudito e, como tal, utiliza essa erudição, não para nos despachar com palavrões incomuns e que ninguém conhece, mas para organizar uma escrita muito agradável.

E já agora, maldosa, eu? Uma gatinha?

Ainda estás doente? Não tens escrito o livro...

Anónimo disse...

Pois eu gostei muito de o ler. As sete saudades são descritas de uma forma tão simples e pura...inspira-me todos os dias a amar.

Donagata disse...

Repare, Anónimo, que eu não disse que não gostei do livro. E sim é revelador dessa simplicidade e pureza, concordo. Apenas digo que, por comparação com outros do mesmo autor (e já li bastantes), o achei um tanto "morno"...
Mas ler o autor é sempre um prazer pela enorme qualidade literária da sua escrita.