domingo, 24 de janeiro de 2010

Dagon

Ontem, no Clube Literário do Porto (mais uma vez em força), assisti à apresentação da revista “Dagon”

Trata-se de uma revista inteiramente dedicada ao fantástico nas suas várias vertentes. Composta por contos, entrevistas, artigos de opinião, crítica, imagem… bem, todo um mundo de fantasia que se estende à nossa frente.

Uma revista que se descreve a si própria como: “Sou… uma profusão de ideias e ideais, uma verdadeira explosão de arte fantástica!” e que pede ainda “Deixa-me entrar em ti, fundir-me contigo, até as minhas palavras se misturarem com as tuas ideias, lê-me, escreve-me, reinventa-me…”

E querem um conselho?

Façam-no!

Mas façam-no rápido pois a edição é propositadamente pequena e está a esgotar…

A apresentação propriamente dita foi antecedida por duas mesas redondas destinadas a debater a literatura fantástica e de ficção científica.

No primeiro painel constavam autores da chamada “literatura fantástica” propriamente dita, num concito mais restrito, que participaram, com os seus trabalhos, também na revista.

Foram abordados, entre outros, assuntos como a profissionalização do escritor, os nichos possíveis de mercado para este género literário, lusófono, os constrangimentos que surgem nesse sentido… Enfim, algo comum a outros géneros de escrita, julgo eu, mas de grande interesse. O público, que enchia a sala, foi de tal modo participativo que foi necessário haver moderação de tempos…

O segundo painel era dedicado à ficção científica (quanto a mim, também no âmbito do fantástico, mas que, como vim a perceber, contém subjacente um conceito bem diferente) e composto por dois dos mais importantes autores portugueses nesta área.

Se não refiro o nome de nenhum é apenas para espicaçar a curiosidade dos que aqui vierem. Busquem! Informem-se!

Foi muito interessante também e, um dos aspectos que o dominou, foi exactamente procurar fazer a destrinça entre a literatura fantástica e a ficção científica na qual os conceitos básicos da ciência não podem ser ignorados.

Para terminar apenas vos digo que foi uma tarde francamente profícua em aprendizagens, para mim, claro, que andava um tanto alheada em relação ao que se fazia em Portugal nestas áreas.

Mais uma vez tenho de cumprimentar a Edita-me pela coragem de ter dado corpo a um projecto que Roberto Mendes há muito sonhava ver concretizado.

Sempre coerente com o seu quase slogan de “fazer acontecer”!

Por fim, um reparo muito especial e com muito carinho, confesso, para as imagens de Miguel Ministro que só já não me surpreendem inteiramente pois, dele, já só espero o excelente.

4 comentários:

nuvem disse...

A revista é uma boa revista, as pessoas apreciam... :)

Agora a ver se a leio toda!

Beijinhos

Donagata disse...

É uma rapidinha...

Correio do disse...

Cara Donagata,

Obrigado pelo post sobre a Dagon e pela sua presença no evento. Ficarei à espera de uma crítica à revista:)

Um muito obrigado,

Roberto Mendes

Donagata disse...

Caro Roberto Mendes, está feita essa crítica a que eu chamo comentário. poderá lê-la um pouco mais acima...
Agora fico com redobrada apreensão... O que irá julgar do meu "julgamento"?

Parabéns e aguardo o seu feed-back.

Cumprimentos.