segunda-feira, 23 de junho de 2008

Estado de autêntico estupor!



Estou em estado de choque! Diria mais, estou em estado de perfeito estupor!

Querem saber porquê? Bem, é uma história longa portanto, o melhor é desistir já.

Não desistiu? Então aqui vai.

Não sei muito bem como, mas é que não sei mesmo, vi-me a fazer parte de um grupo de dançarinas/os que irão participar na “Festa de Final de Ano Lectivo da Body Motion”, escola de dança que eu não frequento, como elemento do healthclub que (esse sim) frequento e que vai ter uma participação especial na referida festa.

Ora bem, aí começa a minha estupefacção. Se é verdade que andamos a ensaiar a “Buleria” de David Bisbal há já uns tempos, não é também menos verdade que, nunca imaginei, de início, que fosse para sair daquelas quatro paredes.

Ora como é que dei esse grande salto é que ainda estou para entender. Lá que num determinado momento me comprometi a ir, é verdade. Como é que o fiz, não sei. Só vos digo, devia estar com uma grande pedra, de endorfinas, claro. Primeiro cansam-nos. Depois, quando não damos já nem por burro nem por albarda, fazem-nos perguntas difíceis às quais respondemos sem fazer ideia do que dizemos. É assim, julgo eu, que nos apanham.
Mas agora não há volta a dar, a festa é já para a semana e palavra dada é palavra dada.

Agora, poder-se-á perguntar: se o caso já se arrasta há semanas qual a razão de, apenas hoje, ter entrado em tal estado de assombro?

É que vesti hoje, pela primeira vez, os “corsários” vermelhos de Lycra coleante que, a par de uns sapatos, também vermelhos com salto de 9,5 cm, (que ainda não chegaram) e de uma suposta túnica preta (a qual também ainda não tenho), farão parte do traje que irei usar.

Pronto, creio que não é necessário explicar mais nada. O ginásio tem espelhos a toda a volta o que fez com que eu caísse em mim e lamentasse amargamente a falta de juízo com que fui contemplada à nascença e que, como se pode inferir pelo exposto, não tem melhorado nada com o passar dos tempos.

Resta-me pedir ao S. João, já que estamos na véspera de comemorar o seu dia, que, embora não seja lá muito bem a sua área de influência, me ajude a ultrapassar este momento difícil sem perder completamente a credibilidade que ainda vou tendo por estas bandas…

Observação para quem viu o filme:
Repararam, certamente, que nenhum dos participantes (nem o belíssimo cavalo) se encontrava equipado de corsários vermelhos de licra coleante…

5 comentários:

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Não consigo parar de rir. Fazes o favor de filmar que eu quero ver! Vais arrasar, esmagar, espantar, eu sei lá, esplendorar!!! Pois não podia mesmo ser de outra cor. E com 9,5cm de salto vermelho, verás que o vermelho é fulgor... e inferno! Olé!

Donagata disse...

Vá lá, não me deixes mais deprimida do que já estou. Eu até já sugeri à professora que designasse aquele momento da festa como "interlúdio humorístico" ou então que me dispensasse. Só que a pequena, vá-se lá saber porquê, não aceitou tão prudente proposta...
Pessoa com pouco juízo sofre!!!!

Alda M. Maia disse...

Também a mim veio uma grande vontade de rir, lendo os seus considerandos sobre o facto de ter aceitado o convite.
Tenha só cuidado com a altura dos saltos de 9,5cm. Se bem que, no revolutear da dança, torná-la-ão mais esvoaçante.
Não se arrependa: verá que o divertimento será muito superior à suas perplexidades.
Um beijinho

Klau disse...

O que vale é q a falta de juizo nos faz criar coreografias como a que vai dançar (daqui a poucas horas!!!) e faz com que entre na minha loucura que a contagia a cada passo concentrado que dá e nas voltas estonteantes sobre os 9,5cm de uns supostos sapatos que ja vieram!
Acima de tudo, esqueça o mundo e deixe-se empreguenar pela força desta musica!
Muita merda para todos nós amanha!
Bjs

Donagata disse...

É verdade, Klau. Os sapatos já chegaram(lindos de morrer), eu lá conseghi substituir os corsários encarnados por uns pretos e lá dancei.
Não caí, não atirei ninguém ao chão e foi muito divertido.
Obrigada pela paciência com que nos ensaiou embora, na verdade, não tivesse outro remédio uma vez que nos queria no espectáculo.
Um beijo.