terça-feira, 22 de março de 2011

Tão loura e fria…



Tão loura e fria…

Faziam versos "como quem morre" e a sua principal, ou única, fonte de inspiração foi a morte e a doença que os vitimou entre os 20 e os 30 anos de vida, na última metade do século XIX, deixando-nos os seus lamentos em forma de poemas que suscitam a nossa compaixão e o nosso espanto.

No Dia Mundial da Tuberculose lembramos estes poetas, numa justa homenagem. Merecem que lhes dediquemos um olhar terno e fraterno porque o seu destino seguiu o enunciado de Horácio, Paluto, Pessoa: "Morrem jovens os que os deuses amam"

Será numa sessão de poesia no próximo dia 24/3/11, no Café Progresso (ao Largo Moinho de Vento, Porto), pelas 21,30, apresentada pelo ilustre pneumologista Dr. António Ramalho de Almeida, autor de um trabalho notável de esclarecimento e luta contra esta doença que continua a matar sem piedade.
Serão lidos poemas por Celeste Pereira, com projecção de imagens e fundo de tango argentino, o som trágico e dolorido como a paixão e a morte que acompanharam Júlio Dinis, Soares de Passos, António Nobre, António Aleixo, José Duro, e tantos outros.

Mais uma vez encontramo-nos pela poesia e com a poesia!

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