quinta-feira, 3 de março de 2011

Pesa-me a pena

(Imagem da autoria de Miguel Ministro. Pormenor da capa do livro "Retalhos Serenos" de Carla Madureira)


Pesa-me a pena de me sentir pequena.

Ínfima no saber, no querer, na determinação.

Pesa-me a pena de me sentir escorregar

dia a dia, hora a hora, num curso imparável,

que não travo, a que não sei dizer não.

Onde andas tu, vontade? E tu ousadia?

E a confiança que tão precisa era agora?

E algo que me atropele esta agonia

de sentir que, de mim, apenas encontro uma sugestão?

Pesa-me a pena das penas que hora a hora, dia a dia,

me abalam no meu querer, me quebram a ousadia,

me atrapalham a emoção.

Pesa-me a pena…

2 comentários:

nuvem disse...

Todas as almas, por mais leves, carregam o seu próprio peso... mais o do mundo inteiro.

Donagata disse...

É verdade. Mas não é mais fácil para as nuvens que têm esse dom da quase imponderabilidade?