segunda-feira, 12 de julho de 2010

História de Amor


Sentada no banco comprido de madeira escura,

igual aqueles em que na infância assistia à eucaristia,

estava.

À minha volta uma nave comprida, sóbria, fria,

estende os seus granitos.

E eu estou.

Apenas estou.

De súbito o arrepio começa e cresce.

Cresce como crescem os acordes dos violinos

ao introduzirem uma belíssima “Ave Maria”.

E permaneço.

Arrepiada, atónita, pareço acordar de um torpor.

E atento na causalidade dos sentimentos

(ou na sua casualidade, talvez).

Já não estou apenas, exulto,

sinto que tropeço numa intensa história de amor.

Um homem, uma mulher,

dois pares de olhos brilhantes,

cinquenta anos de magia e um sopro de eternidade.

Como gosto de histórias com final feliz!

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