sábado, 8 de novembro de 2008

"O Jogo do Anjo" de Carlos Ruiz Zafón


Apenas me dei conta que tinha surgido um novo livro de Carlos Ruiz Zafón comprei-o para o ler logo de seguida, tendo deixado para trás outros títulos de diversos autores que vão aguardando pacientemente. Isto porque, desde que li “A Sombra do Vento”, que ainda considero um dos melhores livros que li, esperava ansiosamente uma nova publicação do autor.

Já o li.

Mais uma vez a trama do livro se desenvolve em Barcelona (que funciona quase como uma personagem) no início do século XX.

Mais uma vez nos fala de livros, de literatura do amor e do fascínio que ela nos provoca que, por vezes, de tal modo se entranham nas pessoas, que pode mesmo tornar-se um anátema.

A história, de cariz, talvez um pouco gótica, desenvolve-se em torno de um escritor de 28 anos, falhado profissionalmente e gravemente doente que, subitamente, parece ver todos os seus problemas resolvidos com a aparição de um estranho editor. Este, cuja origem se encontra envolta num véu de mistério algo obscuro, propõe-lhe um trabalho que será a solução para tudo o que ele anseia.

O preço que o escritor terá de pagar é o que vamos desvendando, a pouco e pouco, à medida que, agarrados ao livro, vamos devorando capítulo atrás de capítulo.

De excelente precisão narrativa, vamos caminhando com o protagonista através de uma miríade de sentimentos como a paixão, a amizade, o receio, o desespero…

Mais uma obra que recomendo vivamente.

5 comentários:

Clara B disse...

Li a Sombra do Vento, e adorei. Vou de imediato comprar este!

BlueVelvet disse...

Li A Sombra do Vento e também já comprei este, mas ainda não tive tempo de o ler.
Tenho mais 3 na fila de espera.
Beijinhos

Raína disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raína disse...

Estou lendo o "O jogo do Anjo", e realmente é incrível como Zafón, consegue passar ao leitor a visão e os sentimentos do melancólico David Martín... Ressalto também o fato de que o autor não descreve precisamente o protagonista da história, permitindo que o leitor construa livremente a aparência de Martín, tendo como base para isto apenas o caráter do jovem escritor, que é criticado em alguns pontos por Vidal e Cristina, levando ao leitor a duvidar em certos pontos das intenções de Martín, e da imparcialidade de seus testemunhos, já que o livro é escrito em primeira pessoa... é INCRÍVEL! =)

Donagata disse...

É realmente incrível! Incrível também é que só tenhamos traduzido para português duas obras deste autor. Sei que tem mais porque já as vi em castelhano, mas não sei da sua qualidade. As duas que conheço são, realmente, e no meu ponto de vista, muito boas.

Um beijo.