quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Luto



O mundo da música em particular e o da cultura de uma forma mais abrangente ficou hoje drasticamente empobrecido com a morte de Luciano Pavarotti, uma das maiores referências da música lírica de sempre.
O tenor, artista de excepcional talento ao qual associava um extraordinário carisma, era amado pelo público e querido pela imprensa.
Detém o record do artista com maior número de chamadas ao palco (165) e, o disco que gravou com Plácido Domingo e José Carreras (outros dois tenores de grande vulto do nosso tempo), acompanhados pelo maestro Zubin Mehta, "Os três tenores", continua a ser o álbum de música clássica mais vendido de sempre.
Pioneiro na forma como ultrapassou o âmbito da música lírica para compartilhar grandes espectáculos com músicos das áreas do rock e do pop, nem por isso saiu minimamente beliscado no seu esplendor. Pelo contrário, ao "popularizar" (não vulgarizar) um género musical tradicionalmente reservado a alguns, mais eruditos, só pôde ter saído engrandecido.
Alvo de homenagens por todo mundo em que vozes consternadas enaltecem não só o extraordinário cantor, mas também o Homem carismático, divertido, apreciador das artes gastronómicas, amigo e solidário com as grandes causas.
Estamos todos de luto.

Fotografia do site oficial de Luciano Pavarotti acompanhada da seguinte frase do tenor:
"Penso che una vita per la musica sia una vita spesa bene ed è a questo che mi sono dedicato"
"Penso que uma vida pela música é uma vida bem empregue e é a esta que eu me tenho dedicado"

1 comentário:

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Pavarotti democratizou a ópera. Excelente texto e bela homenagem.