segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Oculto amor


Se tiveres a paciência de lenta e cuidadosamente

ires despindo, uma a uma,

as camadas de anos que envergo inevitavelmente.

Se quiseres arrancar, com cuidado,

aquilo que outrora foi seda

e hoje um pano grosso, deslavado.

Se quiseres olhar bem mais fundo,

esquecendo este corpo de mulher madura…

Vais ver, acredita, sob esse invólucro estragado,

Um amor fremente, gritante, presente que ainda dura.

8 comentários:

Sofia Loureiro dos Santos disse...

Lindo.

Donagata disse...

Obrigada.

Cristina Loureiro dos Santos disse...

Lindo. [2]

Beijinhos, prima.

Mel de Carvalho disse...

Será redundante dizer que a idade é apenas um de muitos atributos do ser humano?
E que quem não for capaz de olhar o outro além do imediato e aparente não merece o que, de melhor, se oculta em cada um de nós nós?

Donagata, gosto de a ler.
Abraço amigo
Mel

nuvem disse...

Palavras de Mulher. Lindas.

Beijinhos

Mar Arável disse...

Muito belo

Donagata disse...

Obrigada a todos.
Vocês mimam-me!

Anónimo disse...

Este e o aconchego são demais.