quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Já não tu, Zorba


Ainda no limiar do sono,

naquela ténue linha que nos separa da espertina,

estendo a mão para ti, Zorba…

Quero acordar com o conforto do teu toque,

desse olhar verde e meigo que me lanças daí,

desse cantinho onde te arrumas para estares junto a mim.

Vou acordando e, de facto,

encontro a macieza tépida de um pêlo.

Sou subjugada pelo verde de um olhar.

Sou cativada pelo carinho de uma turrinha…

Olho, já desperta, e estou rodeada de felpudinhos

que aguardam também a minha atenção, o meu carinho.

Mas já não tu, Zorba.

Mas já não aquela cumplicidade, aquele entendimento,

aquela intuição especial, tão nossa Zorba…

E, então, não sei se quero acordar.

4 comentários:

susana disse...

Ritual da saudade.

Donagata disse...

Pois!

Cristina Loureiro dos Santos disse...

Deixam saudades mesmo... :(
Sabes, desde que estou imobilizada, e já estou na 4ª semana, durmo sozinha num quarto diferente e a Amélie dorme comigo. è tão fofinha. Tã bom sentir o corpinho dela quentinho no edredon...

O Zorba era lindo e muito meigo.
Percebo bem a tua saudade.

Beijinhos, priminha :)

Donagata disse...

Como sabes tenho muitos. E gosto muito de todos. É com extrema dificuldade que me imagino privada de qualquer um deles, cada um pelo seu motivo diferente e, no fundo, todos pelo mesmo; pela sua incrível capacidade de entrega sem se humilharem.
Contudo, confesso que o Zorba era, de facto, um gato diferente na relação que estabeleceu comigo e na sua pose fleumática.
Deixou um buraquinho que está a custar tapar...

Um beijo grande e as melhoras.