segunda-feira, 18 de abril de 2016

Amanhã



Conta comigo amanhã.
Não hoje.
Não saberia o que te dizer
como te olhar
ou como encostar de mansinho
a cabeça no teu ombro.
Não saberia sussurrar-te
os lagos de sonhos que
trago presos nas lágrimas
nem contar-te dos
infindáveis segredos de areia que
se prendem à
incoerência ignorante dos tais sonhos.

Espera por mim amanhã.
Vem sentar-te comigo.
Traz-me um café e vamos juntos
tentar alisar estas dobras sujas
que me sobram do dia.
Abraça-me de todas as cores.
Talvez se desamarrem estes nós.
Talvez eu chore uma gota de delírio.
Uma gota apenas.

Talvez.

Amanhã.


2016-04-18

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