sexta-feira, 12 de julho de 2013

Por do sol na Foz


Deslizo lentamente para esta varanda emprestada.
Estendo a pele e busco uma sombra de arrepio.
Encontro um ar parado, denso e quieto, enfermo de calor.
E, ao longe uma nesga de mar sem rumores.
Por sobre esse mar estende-se o sol
que resvala langoroso e gordo por sobre as águas
bêbado de sono e de abundâncias de laranja, vermelho, azul…
E, serenamente, quase sem dar conta,
instalam-se as cores da noite, os seus enigmas, os seus cicios,
os seus silêncios que apenas os poetas e as gaivotas
e as andorinhas sabem respirar.
E cobrem então essa nesga de mar
e esta varanda que alguém hoje me emprestou.


2 comentários:

Mar Arável disse...

Uma bela respiração

Bj da minha escarpa

Donagata disse...

Muito obrigada Mar Arável. Um beijo para si também