domingo, 27 de novembro de 2011

As palavras


As palavras escapam-se-me magras e vazias

numa tentativa frustrada de iludir o vazio de mim.

Palavras castanhas, cinzentas, algumas ainda roxas,

às quais subtraio o sentido, o som, o calor, a luz, o cheiro…

Palavras que tomo de empréstimo mas que não enlaço,

que não toco, que não me tocam, que não sinto minhas…

Palavras desabitadas apenas…

Apenas palavras.

2 comentários:

Mar Arável disse...

... palavras...

que por vezes nos ensinam
a respirar por guelras

I. Luiz Andrade disse...

Um belo uso das palavras em seus percursos frágeis e resistente, mas, sempre, o poder que elas possuem.