segunda-feira, 30 de julho de 2012
"Explicação dos Pássaros" de António Lobo Antunes
domingo, 29 de julho de 2012
As palavras
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Vazio
domingo, 15 de julho de 2012
Depois
segunda-feira, 9 de julho de 2012
“O Prisioneiro do Céu” de Carlos Ruiz Zafón
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Não
terça-feira, 26 de junho de 2012
"Uma Mentira Mil Vezes Repetida" de Manuel Jorge Marmelo
domingo, 17 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Em louvor das crianças
domingo, 27 de maio de 2012
Irremediavelmente aqui
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Adoro reticências
sábado, 19 de maio de 2012
Boicote
Deve ser por não publicar comentários de livros que vou lendo há já muito tempo que aqui o blogue me está a boicotar.
Por mais que tente não consigo tirar estas linhinhas brancas que sombreiam as frases do texto....
Também não me apetece tentar mais.
Pois que impere o sombreado a branco e não se fala mais nisso!
"Memórias de Adriano" de Marguerite Yourcenar
domingo, 13 de maio de 2012
Desabituei-me de estar aqui...
domingo, 6 de maio de 2012
Sou Mãe

Sei como é querer guardá-lo avaramente apesar de ele teimar em se escoar pelas lágrimas da chuva.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Há dias

Há dias em que me apetece somente ser eu.
E soltar-me de todos os abraços obnóxios, mesmo dos outros, das raízes, das gavinhas de tudo quanto me agarra,
Agarrar todas as flores, as aves, mesmo as amarelas, as borboletas, os sonhos, os poemas que quero para mim,
Chorar todas as gotas de todas as chuvas que me queimam por não terem sido ainda choradas,
Rir todos os soluços que se arrumam no peito por não terem para onde os leve o vento.
Há dias em que não sei como ser.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Apresentação do livro "Geografias Dispersas" - fnac MarShopping part 1
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Aconchego

E quando o teu dia se faz tão negro que empalidece a noite
Quando os finos raios de sol te gelam a alma
Quando rir te solta lágrimas
Quando as palavras se quedam adormecidas
no estrepitoso silêncio das inconsistências
Nessa apatia incólume, aí mesmo,
embrulha a dor na bruma das ausências
… e aconchega-te.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Ocaso

Ela está sentada em frente à janela.
Alonga o olhar para as árvores que parece não ver, de tão parado. Essas mesmo que tão bem conhece, a quem acompanhou o crescer, que viu vestir e despir ao longo das tantas primaveras e de outros tantos Outonos…
Acompanhou-lhes a vida, já não lhes conhecerá o crepúsculo. Hoje, quase nuas, resplandecem sob o fogo frio de um pôr-do-sol de inverno.
Um brilho fugaz e intenso cruza aquele olhar que se ilumina para logo se apagar. Atrás de si uma lágrima, solitária e grossa, rola lentamente por entre os sulcos vincados que lhe cruzam a face.
O pôr-do-sol! Ah, esse brilho esplendoroso dos muitos ocasos que presenciou com ele. Essa luz sob a qual amou e que, sem mesmo saber porquê, lhe acordou memórias, lhe lembrou esse calor há tanto esquecido.
O olhar ainda esquecido sobre aquelas árvores inundadas de um leve fogo perde o brilho. E a gota redonda, que foi aquela lágrima, pousa docemente na sua mão.
Ela, já não a sofre…
domingo, 27 de novembro de 2011
As palavras

As palavras escapam-se-me magras e vazias
numa tentativa frustrada de iludir o vazio de mim.
Palavras castanhas, cinzentas, algumas ainda roxas,
às quais subtraio o sentido, o som, o calor, a luz, o cheiro…
Palavras que tomo de empréstimo mas que não enlaço,
que não toco, que não me tocam, que não sinto minhas…
Palavras desabitadas apenas…
Apenas palavras.
domingo, 6 de novembro de 2011
E há o natal!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
“Ilha Teresa” de Richard Zimler
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
De António Nobre
Dizendo um pequeno excerto de "Viagens na minha Terra" de António Nobre da obra "Só" muito bem acompanhada pelo Pedro Lopes ao piano e pelo Miguel Motta na voz.
Nota importante:
Porque percebi que algumas dúvidas se colocaram nos espíritos dos mais atentos, cumpre-me informar que não, não me encontrava ajoelhada... O Miguel é que é mesmo assim, daquele tamanho.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A gata branca
Era uma gata belíssima aquela que me apareceu no caminho logo no primeiro dia em que, da área da piscina, me dirigia ao meu quarto.
Estranhei a sua magreza. Contudo mantinha um porte altivo, uns olhos brilhantes que pediam algo. Dirigi-me a ela com palavras doces mas a gata branca, imaculadamente branca, embora não fugisse, não confiava. Ia-se aproximando mantendo bem alerta todas as suas defesas. E o seu olhar pedia algo. Fui ficando por ali conversando com ela, sentada no chão, numa tentativa de me aproximar. Gostaria de a acariciar. Não consegui.
Quando estávamos apenas as duas, entendi o desespero daqueles olhos. De sob o passadiço de madeira onde ambas nos encontrávamos, começaram a surgir, se bem que muito desconfiados e sempre prontos a esconderem-se, seis lindos gatinhos pequeninos. Os seus filhos! Eram ainda mais pequenos do que a provável idade lhes imporia pois estavam, também eles, magríssimos.
Fui buscar uma tosta mista que tinha pedido para o almoço e, partindo-a aos bocadinhos pequenos, deixei-lha para que comessem. Devoraram-na sofregamente sob os olhares atentos daquela gata branca que apenas comia aqueles que lhe colocava na sua frente e não os que lançava para junto dos filhos, um pouco mais longe.
Era uma cena de ternura aquela que eu presenciava se bem que embrulhada numa enorme nuvem de tristeza.
Sempre que pressentiam alguém os pequeninos escondiam-se assustados e a mãe, embora não fugisse, sempre elegante e altiva, deslumbrante na sua brancura, mantinha uma distância segura de quem passava.
Tive que ir. Não queria passar o meu primeiro dia de férias sentada num passadiço de madeira a olhar para algo que me arrefecia o ânimo.
Não sabia qual a política do hotel em relação à permanência de animais nos seus vastíssimos espaços exteriores, mas a magreza e o temor revelado por aqueles sete animais não prenunciava nada de bom.
O melhor seria mesmo manter silêncio acerca deles.
sábado, 3 de setembro de 2011
Crónica de uma saudade anunciada
Primeiro foram aqueles tempos sem tempo em que os dias passavam por mim (ou seria eu que passava por eles?) sem que, verdadeiramente, as horas se distinguissem. Tempos em que as horas me prendiam e se enredavam e me enredavam, e me atrapalhavam, e se confundiam e já nem eram horas de tão enredadas…
Além disso havia aquela névoa familiarmente estranha que me turvava o pensamento, o sentir, impelindo-os para dentro, sempre para mais adentro, ali bem para aquele local onde se arquitectam todas as mágoas.
Seguiram-se tempos de incertezas: Aquilo que hoje era, amanhã era-o também apenas com um subtil aroma de dúvida. Tudo que hoje mais queria, amanhã já não desejava, tinha-lhe até medo. Todas as emoções que hoje me ardiam se quedavam extintas no mais logo do amanhã.
E assim se foram desenrolando uns tantos hojes e ontens ainda recentes, nos quais se sonhavam os já saudosos amanhãs.
Finalmente as certezas. Irias partir! Irias perseguir o teu futuro bem presa na força da tua vontade. Irias voar nas asas da tua coragem. E viverias outros ontens, outros hojes e sonharias outros amanhãs que não aqueles que eu costumava partilhar contigo.
Mesmo assim, mesmo presa nas escamas da saudade, estarei orgulhosamente, hoje, a torcer para que todos os teus amanhãs sejam tudo aquilo que de mais belo imaginaste.
Por vezes amar dói tanto!
Nova Iorque, 18 de Julho de 2011