Se o poema fosse feito de beijos que se dão e que se esquecem ou se fosse como os sorrisos que, antes de esmorecer, tantas vezes nos enternecem, talvez eu não escrevesse...
O meu poema, é coração que não acaba, cada letra um batimento, escrevo-o com sentimento, com amor por entre os dedos, como se lho oferecesse...
De Ruth Ministro especialmente para mim! (estou- me a babar...).
Em boa verdade as surpresas começaram logo ontem de manhã quando o meu gatão, muito afoitamente, teve que ir comprar adubo para a relva mesmo naquela horinha boa de uma manhãzinha de sábado, parte do pouco tempo que estamos juntos.
Fiquei danada, assanhada mesmo. Por um lado porque poderia escolher outra altura, por outro porque penso que a relva já não aguenta com mais nada em cima. Se não morrer da doença vai correr o risco de morrer da cura.
Bem, voltemos às surpresas. Lá fiquei a fazer o almoço, a meter umas roupas na máquina, a dar um jeitito à casa, enfim, a brincar às donas de casa ( o que não é surpresa nenhuma) enquanto ia “rilhando cacos” cá para dentro, quando me apercebi que o adubo tardava a chegar.
Lá chegou, por fim, e fomos almoçar. Confesso que não estava na melhor das disposições e não me apetecia minimamente fazer conversa. Para não me aborrecer, acabado o almoço e arrumadas as tralhas, peguei no livro que estou a ler e deixei-me ficar sossegadinha na sala para não incomodar ninguém enquanto ao meu lado se ia lendo o Expresso, a revista, enfim jiboiando.
Percebi, entretanto, um burburinho que fiz por ignorar. Até porque ler António Lobo Antunes requer os dois neurónios muito atentos e viradinhos para o mesmo lado. Tocou o telefone, a minha filha atendeu e não era nada comigo. Mais tarde tocaram à porta e foi também a minha filha que foi atender pelo que imaginei que fosse algum amigo/a e continuei a minha leitura. Até porque, a bem dizer, depois do adubo não estava em dia de grandes confianças.
Eis que, daí por pouco tempo me chamam ao jardim e, surpresa das surpresas, vejo plantado em cima da relva um baloiço de jardim que eu cobiçava há já bastante tempo (desde que se estragara o anterior).
Fiquei francamente surpreendida. Não fazia anos, não estava com um humor digno de ser premiado! Não entendi.
Então lá me explicaram que era a prenda do dia da mãe que não havia sido comemorado (nada que me incomode verdadeiramente) pois a família andava toda embarcadiça, cada um para seu lado.
Fiquei, obviamente muito contente (fiquei muito mais do que se tivesse sido no dia, teve outro significado), agradeci muito, fiquei muito mais bem-disposta quase esquecendo o caso do adubo e… começou a chover. Ou seja, não pude estrear a minha prenda.
Hoje, dia em que tinha cá os filhos a almoçar, portanto dia já de si muito agradável, lá estive a mostrar o meu baloiço a todos (os que o tinham comprado já conheciam) e, no fim do almoço, eis que, para acompanhar o café, o meu marido chega com um belíssimo e saborosíssimo bolo (não sei de onde) para comemorar o dia da mãe agora que estávamos todos juntos.
Pois bem, o bolo “era o adubo”.
Para que eu não desconfiasse de nada e fosse uma verdadeira surpresa, quando o meu gatão foi buscar o bolo que havia encomendado teve que dar uma desculpa. Não encontrando outra melhor, improvisou com o adubo para a relva.
Fiquei algo embaraçada embora, diga-se de passagem, não tenha tido culpa nenhuma. Se era adubo, para mim era adubo mesmo. A verdade é que lá comi o bolinho, excelente, diga-se de passagem, a acompanhar o cafezinho.
Devo-vos dizer que foi o melhor “adubo” que me lembro de ter comido!
Já agora um conselho, amigas. Fiquem calmas, quando os vossos mais que tudo forem buscar adubo, remédio para os caracóis, para o piolho ou para a lepra do pessegueiro. É que atrás disso pode sempre vir uma agradável surpresa. Ou então vem mesmo o adubo que em doses decentes também faz falta…
Dado que não se encontrava cá hoje a maior parte da minha família, ficou decidido que o "Dia da Mãe" (já disse que não sou grande apreciadora dos dias de...) ficaria adiado. Contudo, para minha surpresa, a minha filha presenteou-me com uns objectos pessoais que muito aprecio mas essencialmente com este texto que, embora Meu, vou aqui reproduzir impante de orgulho.
Dentro deste postal (que não podia ser mais adequado) rezava o seguinte:
03-05-2009
Definição de "minha mãe"
Aquela que dá à luz? Chama-se electricidade. Não sei muito bem qual é o processo técnico mas, graças a um senhor, Edison, quando se liga um interruptor, a luz acontece.
Aquela que nos dá de comer? O nome "científico" julgo que é cozinheira. Geralmente até usa um tipo de barrete muito característico, que torna esta classe de pessoas reconhecível a uns bons metros de distância mesmo antes de sentirmos o cheiro da comida.
Aquela que cura todos os dói-dóis? É a médica. Também possui adereços próprios: batas, estetoscópios, esfigmomanómetros, entre outros que a identificam. Também se distingue pela caligrafia totalmente ilegível e incompreensível o que faz com que tudo o que escreve pareça muito mais inteligente do que realmente é. São tão inteligentes que nem tempo tiveram para aprender a escrever como gente. É natural. Afinal andam aí por esse mundo a curar dói-dóis.
Aquela que nos ensina? São as professoras/es. pelo menos no meu tempo eram. Uns melhores, outros piores...Mas agora com a nova reforma e as complicações com os professores, nunca se sabe...
Aquela que conjuga todos os saberes do mundo, que responde a todos os porquês, que era capaz, se pudesse, de nos curar de todos os dói-dóis e cicatrizes, de toda a tristeza só para não nos ver chorar e engolir tudo para ela...
Não é nem um terço do que é a minha mãe. Há palavras que nunca se esgotam naquilo que são e podem ser: "a minha mãe", enorme demais para qualquer definição.
Ultimamente tenho sido muito mimada com galardões que, algumas das minhas amigas virtuais, me têm, gentilmente atribuído.
Hoje, por minha vez, vou reencaminhá-los para outros blogues naturalmente muito mais merecedores do que eu. Vou reencaminhar apenas dois, pois gosto de distribuir miminhos muitas vezes.
Da Blue Velvet, recebi este que assumo inteiramente, e que vou reencaminhar para:
Da Wallarte, recebi também alguns. Hoje reencaminho apenas um, que me deixou muito babada, embora ache que quem mo atribui é que é realmente de ouro. Contudo, recebo-o com muito prazer e é com esse mesmo prazer que o endosso para:
Finalmente, Valleria, vou postar e reencaminhar o prémio com que tão gentilmente me mimou.
Não veja neste atraso qualquer indício de desinteresse. Nada disso. Fiquei francamente orgulhosa por mo ter dedicado. Principalmente porque veio de si, alguém que, seguramente, é alvo de toda a minha consideração e atenção. Portanto alguém que realmente o merece.
Compete-me agora reencaminhá-lo para alguns daqueles lugarzinhos que já não dispenso.
Eu vou reencaminhá-lo, não significa isso que os blogs que o receberem se sintam obrigados a fazer o mesmo.
Pretendo apenas revelar algumas das minhas preferências (8) em termos bloguísticos pelas mais variadas razões.
E de que maneira! Desta vez fui merecedora do “Blog de ouro”. É que não se trata apenas do seu valor intrínseco (é de ouro), mas fundamentalmente, do seu valor extrínseco, do que ele traduz. Ou seja, alguém que eu muito aprecio e cuja leitura do blog não dispenso, entendeu que mo poderia atribuir…
Confesso que me soube bem o miminho. Veio mesmo naquela altura em que estava a precisar!
Agora é a minha vez de mimar outros blogues. Terei que escolher seis, excelentes (pelo menos na minha opinião) e, portanto, absolutamente merecedores do título.
Andthewinner are!!!!! (como podiam ainda ser outros):