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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Informação (Intimação) importante


Os comentários poderão ser em qualquer idioma. Os nossos interpretes, aqui representados, encarregar-se-ão de descodificar.

Meus amigos, familiares, leitores regulares e, já agora, os incautos também.

Ficam todos absolutamente intimados a passar pelo blogue com o qual passei a colaborar a partir de hoje e a deixar comentários pertinentes, opiniões, informações e tudo mais que diga respeito ao autor em questão (salvo, obviamente, aspectos da vida pessoal) e que se relacionem com os posts lá colocados.

Pretendo ver lá um batalhão de comentários porque eu sei que vocês sabem que eu até sei que vão gostar imenso.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Aniversário

Imagem daqui

Pois é, meus amigos e amigas e mesmo aqueles que não sem nem uma coisa nem outra e acabam por aterrar aqui por mera casualidade. Grande azar! Devem andar a expiar algo…

Bem, mas o facto é que hoje, este meu “menino” o meu “bloguinho” o “Ponto de cruz” comemora o seu 2º aninho de existência. E como está crescidinho!

Pois foi exactamente no dia 24-07-2007 que eu, Donagata, à época em busca de algo que me permitisse não perder as minhas, já parcas, capacidades de escrita e de opinião, dei início a este buraquinho no ciberespaço e, com o maior rigor e critério, vos vou massacrando o juízo quase diariamente.

E como festa é festa, resolvi comemorar o evento respondendo a um repto que me havia sido feito há já muitos meses no qual a Sofia, me desafiava a descobrir que outros coisas aconteceram no mundo nesse dia.

Em boa verdade não deveria ter acontecido nada de importante a não ser as pessoas cessarem as suas vidinhas e esperarem, ansiosamente, o início do Ponto de Cruz.

Mas, efectivamente, tal não aconteceu e houve uns patetas que resolveram fazer coisas!!! Enfim. Manias de exibição.

Ora vamos lá ver:

- O Dr. Adriano Moreira, senhor que muito estimo e que escusava de me ensombrar o lustro, decidiu, neste mesmo dia, escrever para o Diário de Notícias um artigo de opinião acerca da admissão da Turquia na União Europeia

Ei! Coisa importante… não podia esperar para o dia seguinte!

- BCP perde 758 milhões com 'guerra' interna”

E isto interessa alguém, por acaso? Que é isso de 758 milhões (quantos zeros tem isso?)? Milhões de quê?

“A instabilidade vivida ao nível directivo, as fracas previsões de resultados e as recomendações dos analistas são apontados como directamente responsáveis pela quebra da cotação do BCP, que no final de Junho chegou aos 4,30 euros.”

Quer dizer: o pessoal não trabalha, tem a mania que é director, que é importante e coisa e tal e para quê? Para sair no jornal. Hoje! Este Paulo Teixeira Pinto!

-“Na escola do futuro, os alunos têm um computador com ligação à Internet na sua secretária, fazem exercícios no quadro interactivo, continuam a trabalhar em rede na sala de estudo, usam o cartão de aluno para tirar fotocópias ou comprar uma sandes no bar. O primeiro-ministro José Sócrates deseja que este seja um futuro muito próximo, concretizado através do programa "Escola - Plano Tecnológico da Educação", ontem apresentado em Lisboa.”

Coisa importantíssima, é verdade. Oh Senhor Primeiro Ministro e não podia ser amanhã?

- “Acabaram-se as hesitações: Luís Filipe Menezes anunciou ontem que vai defrontar Marques Mendes na eleição directa para escolher o próximo líder do PSD, a 28 de Setembro. E avança com um objectivo declarado: derrotar José Sócrates nas legislativas de 2009.”

Esta, hoje, parece anedota. (por acaso até já parecia na altura…)

-“ A ordem judicial de apreensão, no passado dia 20, da revista satírica espanhola El Jueves, que trazia na capa uma caricatura do príncipe Felipe e Letizia numa posição sexual considerada "irreverente", fez disparar as ofertas de venda da publicação na Internet. Há quem chegue a pedir quatro mil euros por um exemplar.”

Esta, vá lá. Admito que é notícia para competir em importância com o início do “Ponto de Cruz”

- "Ter um animal exótico em casa começou por ser uma moda, mas, de há um tempo para cá, passou a ser uma paixão para pessoas de todas as idades e hoje estes tornaram-se nos 'novos animais de companhia'." A explicação é dada ao DN por Rui Patrício, veterinário de animais exóticos que, actualmente, observa entre 50 e 60 exemplares por mês, quando há oito ou nove anos assistia apenas um mensalmente.

E os animaizinhos, mesmo exóticos, não esperavam pois não, Sr. Dr.?

And last, but not the least….

- “Bruno Timóteo, ex-concorrente do Big Brother e um dos 23 detidos na megaoperação desencadeada pela GNR no domingo, está acusado de um crime de furto qualificado e será ouvido apenas esta manhã no Tribunal de Esposende”.

As audições atrasaram-se por falta de condições do tribunal. É, mas hoje, já tinham… Está mal! Era ouvido amanhã! Afinal tanto fazia e, assim como assim, já estamos habituados a atrasos como deve ser.

E, naturalmente, muito mais haveria a dizer acerca desse ditoso dia. Contudo, como já repararam, não vale a pena o trabalho.

Verdadeiramente digno de nota, notícia verdadeiramente importante, a destacar em qualquer periódico, seria mesmo o início do “Ponto de Cruz”. Isto, está claro, se houvesse por aí um jornalista com perspicácia para furos…

domingo, 17 de maio de 2009

Desafio em séries...

"Verano Azul"

Ora vejamos. Quinze séries que eu costumasse ver. Quinze, é mesmo uma grande empreitada, mas vou ver se me consigo lembrar daquelas que, em determinados momentos da minha vida, vergonhosamente (hoje), ou não, eu não perdia. Já agora vou-me debruçar sobre aquelas que via há algum tempo e não sobre as mais actuais. Penso que é um desafio ainda maior e, se calhar, surpreendente mesmo para mim.

1. Verão Azul – imperdível. Série espanhola que contava as aventuras de um grupo de jovens em férias numa praia e se envolve em algumas peripécias já, para altura, de pendor ambientalista. Nunca esqueci o nome do pescador que com eles andava “Chanquete” e da “Júlia” que já não me lembro muito bem o que fazia, mas era uma loura muito apessoada e que cantava e tocava na viola umas músicas de intervenção.


2. The Avengers – série britânica em que Mr. John Steed contracenando nas primeiras sérias com Mrs. Emma Peel e mais tarde com Miss Tara King, ia desvendando mistério atrás de mistério sem nynca perder a compostura e o ar de Sir que sempre mantinha. O mesmo se passava com as suas parceiras que, fizessem o que fizessem, não deslocavam um pelo do penteado nem faziam uma ruga na indumentária (devia ser o Terylene).


3. Get Smart – ou “agente 86”, tinha o detective mais incrivelmente desastrado que se possa imaginar, sempre acompanhado pela inteligente e paciente “99”. Faziam uma dupla absolutamente inesquecível. Interessantes também os objectos especiais que utilizava: o telefone no sapato, o cone do silêncio, uma arma no batom…


4. Soap – Esta foi talvez a primeira “novela” americana de que me lembro e, quanto a mim, a melhor. Era uma excelente rábula que gerava as situações mais rocambolescas. Baseada em duas famílias de duas irmãs Jessica Tate e Mary Campbel que, embora completamente diferentes no seu estatuto e na sua composição, permitiam o impensável.


5. Star Treck – Podia lá eu perder um episódio em que a Enterprise nave que fazia parte da Frota Estrelar da Federação, comandada pelo garboso capitão Kurk e ajudado pelo Mr. Spock (vulcano), pelo Mr. Sulu, pela tenente Uhura e por muitos outros que já não recordo, viajava pelas galáxias mais distantes combatendo todo o tipo de ameaças inter-planetárias, desviando-se no últimos segundos de serem sorvidos por ameaçadores “Buracos negros”para onde haviam sido empurrados…


6. Allô-Allô – Absolutamente imperdível. Do melhor que já vi em televisão e que, ainda hoje revejo com agrado; René, dono de um café numa pequena vila francesa durante a II Guerra protagoniza uma quantidade de peripécias absolutamente hilariantes, inerentes ao convívio destes com os alemães e com a resistência; Edith, a sua mulher, Yvette, Herr Flick, Michelle Dubois “I shall say this only once”… e outros, criam situações absolutamente fabulosas.


7. Baywach – Que vergonha. Era mesmo muito mau. Mas ver o David Hasselhoff - Mitch - rodeado de toda aquela quantidade daquilo que hoje sei ser silicone, naquelas praias de areias brancas da Califórnia rodeadas daqueles mares quentes (achava eu), tornava-se irresistível. Uma coisa que sempre me intrigou. Passando-se numa zona de grande calor, as cenas românticas aconteciam sempre, à noite, sob a chama bruxuleante da lareira…


8. Os Heróis de Shaolin – Outra vergonha! Se um é mau o outro é pior. Mas, sempre que podia via. Achava prodigiosas aquelas técnicas aplicadas de kung-fu que os três heróis evidenciavam; aquelas lutas em voo, os gritos, algo histéricos, que nunca entendi para que serviam mas ficavam muito bem, tipo banda sonora, as corridas mirabolantes a que os protagonistas eram obrigados (os meios de transporte deviam ser escassos) e… a meditação. Tudo isto numa constante luta contra os “maus”. Incrível! (Incrível, é como eu gostava de ver isto!).


9. Friends – Ainda hoje revejo com agrado os episódios que já vi umas poucas de vezes. Era uma série de humor muito interessante em que as personagens, um grupo de seis amigos residentes em Nova York, se caracterizavam por serem pessoas normais numa faixa etária em que tudo pode acontecer.


10. X Files – Não perdia um. Adorava ver os acontecimentos insólitos que os agentes especiais do F.B.I. Fox Mulder (um tanto proscrito pela instituição) e Dana Scully tinham de desvendar. Analisados sob a mente aberta e o olhar crédulo do Mulder sempre contrapostos pela atitude pragmática e científica, algo descrente da Scully, lá iam investigando esses ficheiros X, guardados na cave, que nunca se soube muito bem o que de facto eram…


11. Duarte e Companhia – Finalmente uma nacional. E das boas! Tratava-se de uma série de humor em que dois detectives, o Duarte e o Tó, resolviam os mais fantásticos casos de crime e maldade. Deslocavam-se sempre à velocidade estonteante do seu Citroên 2CV e contavam sempre com a preciosa ajuda da sua secretária, a Joaninha.


12. Blackadder – Rowan Atkinson no seu melhor, protagonizando Edmund Blackadder, em todas as séries um familiar da família real, se bem que em épocas diferentes, e o seu criado Baldrick. Conseguiram uma série de pendor crítico, mordaz mesmo, que se revela nas peripécias que vão surgindo. Gostei também muito da interpretação, já nas séries finais de Hugh Laurie no papel de um príncipe completamente estúpido.


13. Yes Minister – Outra série de origem britânica completamente demolidora em relação aos meandros políticos. Satirizando tudo e todos os que se movimentam nas esferas do poder. Retratava de forma primorosa o poder da manipulação dos mais poderosos pelos seus “fieis” assistentes.


14. All in Family – uma interessantíssima sit-com americana que, embora antiga, retratava de forma excelente as relações intra-familiares. O reaccionário e todo-poderoso (no seu lar) Archie Bunker e a sua submissa esposa Edith quantos lares actuais não espelharão ainda…


15. The A Team (Soldados da fortuna em Portugal) – Esta série reproduzia as aventuras de um grupo de mercenários, todos ex-combatentes do Vietname. As personagens que melhor recordo são o Coronel (julgo eu) Hannibal, de charuto e ar fleumático, que coordenava as operações, B.A. Baracus, inesquecível até pelo seu medo de viajar de avião, um muito bonitinho de quem não lembro o nome mas que desenrascava as situações para as quais era necessário expediente e capacidade de aldrabar e um outro que iam sempre buscar ao manicómio. Que bela equipa!


E já está. Vi muitas outras muito mais sérias, outras, mais recentes que continuo ainda a ver, mas não me dava tanto gozo recordá-las quanto me deu lembrar estas.

E agora o desfio vai para……


Blue Velvet


Watter Dream in My Sleep


Wallarte


e Porto das Crónicas (as minhas amigas brasileiras)


O Enigma e o Espelho


pin gente


Vá lá pôr as cabecinhas a pensar.

sábado, 25 de abril de 2009

Desafio com cravos...


(Imagem de Maria Keil)

Mais um desafio que a Sofia me fez.

Como o acho realmente original e pertinente (nem outra coisa seria de esperar vindo de quem vem), lá vou ter que recorrer à minha tão depauperada memória para recordar “o que estava a fazer no dia 24 de Abril de 1974”.

Pois bem, desde já digo que, passei a noite inteirinha a dormir pois não tinha o mais pequeno indício do que se iria passar.

Apenas de manhã, quando cheguei à estação para apanhar o comboio das 7.35h para ir para as aulas, é que fui informada pelo meu amigo Paulo, ainda de uma forma algo dissimulada, que tinha havido um “Golpe de Estado”. Os pormenores eram ainda muito poucos.

O resto das pessoas que estavam na gare procedia da forma habitual sem vislumbres, pelo menos que eu me apercebesse, de serem conhecedores de alguma coisa.

Contudo, vendo agora tudo isto em retrospectiva, se calhar poderia ter tirado conclusões que não tirei de alguns acontecimentos que ocorreram por essa altura.

Esse meu amigo Paulo e os irmãos, militantes da UEC (tal como eu havia sido), havia já uns dias que se andavam a preparar para dormir sabe-se lá onde “como medida de prevenção para eventuais rusgas da PIDE/DGS, antes do 1º de Maio…” Era comum a PIDE ter a cortesia de abrigar pessoas assumidamente de esquerda, nos seus calabouços, no sentido de impedir eventuais manifestações no Dia do Trabalhador. Contudo, tanto quanto me recordo, era a primeira vez que esse meu amigo se prevenia…

O meu cunhado mais novo, também com receio do mesmo, havia pegado num monte de propaganda anti-fascista que encontrou lá por casa e colocou-a num balde de plástico onde a queimou (juntamente com o balde claro!).

Também os encontros de Virgínia Moura, Alberto Teixeira de Sousa e outros anti-fascistas e membros do PC aqui do Porto pareciam ter-se intensificado.

A vigilância de que éramos alvo durante o nosso café pós- prandial intensificou-se em género (havia mais mal encarados e provocadores) e em número.

Eram igualmente inúmeras reuniões a que o meu namorado da altura (hoje meu marido, nem sei como) tinha que assistir quer como elemento da Direcção da Associação de Estudantes de Engenharia, e sabemos as conotações políticas que as associações de estudantes tinham nessa altura, quer como elemento de um partido… Mas ainda e sempre com o objectivo 1º de Maio!

Assim, o que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974 foi, para mim, uma completa surpresa.

Havia entre nós a consciência da inevitabilidade de algo que viesse dar uma volta ao que se passava no país, mas o quê, ou quando, disso não tínhamos a mínima pista.

Foi sim um dia de intensa e genuína alegria e de grande esperança.

No dia 25, à tarde, fomos para a Praça da Liberdade, onde espontaneamente, se juntou uma enorme quantidade de pessoas manifestando o seu contentamento.

Aí, como habitualmente, aparece a polícia de choque com os seus capacetes com viseira e os bastões king size que, do fundo da Praça, avançam sobre nós. A praça estava na altura a ser pavimentada com calçada portuguesa estando cheia de montinhos de basalto e quartzo. Ainda me emociono hoje ao recordar o que vi (apesar de cheiinha de medo, diga-se). As pessoas venceram o medo (eu não) e começam a pegar nos pequenos cubos e a atirá-los à polícia de choque até que, de repente, da Rua de Ceuta surgem carros blindados, do Exército, que estavam na praça de Santa Teresa.

A população aclama-os, mas o momento é de tensão. Eu, absolutamente transida de medo, abriguei-me no portal dos Correios inteiramente contra a vontade do meu namorado que queria ir lá para o meio…

Por fim, a polícia de choque recua e regressa aos quartéis.

É a festa! É a desbunda total!

Agora, e porque me sinto curiosa, passo esta mesma pergunta para:

Cidade Surpreendente

Pensamentos vagabundos

Blue Velvet

Mar Arável

terça-feira, 7 de abril de 2009

E eis que vou desvendar o desafio que vos deixei no dia 25 de Março. Verdade ou mentira?


Pois não é que me esqueci completamente que havia prometido colocar no dia 6 quais as aldrabices que vos tentei passar naquele desafio que a Bluevelvet me tinha feito!

Ando mesmo tontinha de todo. Enfim, não foi no dia seis mas será no dia sete. Também não virá grande mal ao mundo pelo atraso!

Então aqui vão as mentiras:

· Adoro conduzir mas tenho imensa falta de orientação.

É falsa. Pelo menos parcialmente falsa. Adoro conduzir mas sou uma pessoa normalmente com muito sentido de orientação.

· Consigo ler dois livros ao mesmo tempo sem problemas.

Grande aldrabice. Se for absolutamente necessário, por necessidade incontornável, lá terei de o fazer, mas é sempre com muitos problemas. Tenho dificuldades em me concentrar em ambos e acabo por não o fazer em nenhum.

· Adoro chá.

Bom, só de pensar nisso fico arrepiada. É que não gosto mesmo nada. Eu é mais café. Só tomo chá por cortesia.

As restantes 6 afirmações são todas verdadeiras.

No voo em que me arrombaram a porta da casa de banho quando ainda tinha as calças mais ou menos por subir, foi com o intuito de me apanharem em flagrante delito, a fumar, o que daria direito a prisão ao aterrar. A verdade é que eu não fumo e o que estava a fazer não dá direito a prisão. Contudo, passei ainda um mau bocado a tentar explicar às incompetentes das hospedeiras que o cheiro a tabaco que se fazia sentir ainda na casa de banho já lá estava quando eu entrei o que, devo dizer, me incomodou bastante.

É verdade que respondi ao General Ramalho Eanes fazendo essa analogia entre o chocolate e a boa disposição numa ocasião em que na Academia das Ciências aguardávamos uma intervenção de uma determinada personalidade. O Sr. entrou e quando nos viu rir, ainda fora da sala, claro, ao cumprimentar-nos foi-nos dizendo que estávamos demasiado bem-dispostos. Tive que responder.Para mim isso não existe.

Também é verdade que enquanto acompanhava o meu marido e um amigo numa prova de todo terreno; eles de jipe, a fazer a prova, e nós, as esposas e os meus filhos, em auto-caravana constituindo o suporte técnico, apanhei um grande susto. A dada altura, depois de já um pouco intrigada ter parado numa oficina para verem se percebiam porque é que eu sentia um barulho que parecia o de uma roda quadrada e de não terem dado por nada, o rodado direito traseiro, duplo (era uma Iveco), saiu porque partiu creio que a poli(?). Vejo-me, de repente a ser ultrapassada pelas rodas, sem força para controlar a direcção, tombada para o lado direito e sem forma de travar o carro. Mas a verdade é que o instinto pode mais do que nós e lá executei as manobras certas para parar o “camião”. Saímos e ficámos sentados os quatro, debaixo de um chaparro à espera de ajuda.

Por último uma que me deu mesmo muito gozo fazer embora não costume ser para estas coisas. Entro num estabelecimento comercial com algum nível e pergunto o preço de um tailler que se encontrava na montra. Eis senão quando, a empregada, uma simpatia, me responde que é bastante caro(!) mas não diz o preço. Fico surpreendida mas, mesmo assim reajo com alguma calma e digo que o conceito de caro ou barato é bastante relativo, portanto gostaria que fizesse o favor de me dizer o preço. A criatura olha para mim, com um ar bastante desdenhoso, diga-se, e responde que aquele também não é o meu número, continuando sem dizer o preço. Fico estupefacta! Depois de alguns segundos de incredulidade, viro-me para a pequena e digo-lhe:

- Olhe, a menina vai despir o manequim e tirar o fato da montra nem que para isso eu tenha que ir chamar a polícia. Fica porém ciente que o vai pousar aqui no balcão e que eu não o vou levar. Não o faria nem que fosse o único e eu viesse nua.

Muito contrariada mas sem alternativa a menina despe nervosamente o manequim, coloca o fato no balcão, eu olho para ela e digo:

- Que pena! Afinal não gosto! E saio airosamente (aparentemente, claro)do estabelecimento.

E pronto acabei de desvendar as minhas mentiras e as minhas verdades mais estranhas.