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sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Obviamente ...Gata"




Pois é, há já muito tempo que deveria aqui ter deixado este registo mas as solicitações são muitas e o tempo vai passando...

A verdade é que publiquei o meu novo livro de poesia "Obviamente... Gata"!

O seu lançamento foi no dia 22 do mês de Junho numa festa muito bonita no auditório da Casa do Infante.
Os amigos, os conhecidos, pessoas que de uma forma ou de outra se cruzaram comigo algum dia compunham uma belíssima (e grande) moldura humana.

O João Gesta e o General Loureiro dos Santos juntaram à sua generosidade as suas imensas competências e fizeram intervenções carinhosas e brilhantes na sua acutilância, na sua clareza.

Fiquei comovida facto que ainda hoje me paralisa um pouco as palavras quando falo destes momentos bonitos.

A Ana Celeste Ferreira e a Ana Afonso vestiram os meus poemas de intenções lindas, de subtilezas que eu própria lhes desconhecia.

O Ensemble Minnessang encantou todos com a sua música.

E o resto da noite, bom, o resto da noite foi de festa e de afectos.

Muito obrigada a todos

terça-feira, 1 de março de 2011

Crónica de terça “O sorriso da Alexandra Malheiro”

E afinal não é que o fotógrafo passou por lá!!!! E nada mais nada menos do que o prestigiado Carlos Romão. Obrigada, amigo, pelo momento.

Em primeiro lugar quero aqui deixar bem explícito que não sei escrever crónicas. Nem à terça, nem à quarta, nem à quinta… em dia nenhum. Na verdade, mesmo a minha capacidade de escrever no seu sentido mais estrito me deixa muitas dúvidas, à segunda, à terça, à quarta… todos os dias.

Mas hoje não pude deixar de reagir e responder, ou acrescentar algo à crónica que podemos ler aqui.

Foi tudo verdadinha e tal e qual como lá está.

Coube-me a mim, já que estava sentada na esplanada do tal “quartel-general da macro-editora a quem pertencem os títulos” de Lobo Antunes, controlar o movimento em torno deste a fim de proporcionar o autógrafo pretendido pela Alexandra desviando-a o menos tempo possível dos seus fãs.

Depois de eu própria ter visto os meus livros com uma grossa assinatura e ter até - pasme-se, ele fala normalmente - tido uma pequena conversa com o autor na qual se falou das mulheres do norte, da guerra, de Angola, de escrita, constatando que a longa fila já não estava tão longa pus-me a abanar freneticamente a écharpe que nesse dia me complementava a toilette. Era o sinal para que a Alexandra pudesse deixar o “quartel-general” da sua editora e trazer o tão raro livro para ser gatafunhado por ALA.

Giro de observar foi o espanto do autor quando viu na frente um livro que não contava ver. Não fazia parte do conjunto dos seus best-sellers, era um livro de poesia, belíssimo, digo eu, editado nem sei por quem.

Primeiro disse que já nem se lembrava dele, depois que nem sabia se o tinha e, finalmente, virou-se para a Alexandra que o fitava com o seu ar absolutamente impávido e, como quem pergunta, disse-lhe: - É uma merda, não é!?

Ao que a Alexandra, acto contínuo respondeu: - Para mim, é o seu melhor livro!

Ele sorriu com um sorriso garoto de cumplicidade e a Alexandra devolveu-lhe uma sugestão de sorriso, muito sua. O dele, como podem ler na crónica, a Alexandra, com a sensibilidade de poeta que lhe sobeja, agarrou e guardou junto àquele livro e, quiçá, bem junto a si.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cumprimento de uma (quase) promessa – Marc Chagal


"Fenêtre sur Paris"

Há já alguns dias, ainda aquando daqueles textos soberbamente inspirados (pelo ócio, diga-se, que é sempre uma excelente fonte de inspiração), “Vozes do Aquém”, ficou quase (quase!) implícito que eu pretenderia elevar o nível cultural deste espaço.

Uma vez que já não iria falar das desventuras de ir à praia dado que alguém me havia, da forma mais torpe, sacado a ideia, tinha decidido falar de Marc Chagal.

E porquê Chagal? Perguntará toda e qualquer pessoa com um pingo de curiosidade.

É simples. Chagal desenvolveu uma abundante obra não só na pintura como no mosaico, no vitral, na encenação, na gravura, na escrita, e sei lá que mais o senhor fez… Era um pocinho sem fundo.

"Above the town"

Era comum, nas suas pinturas, de grande multiplicidade cromática, de cariz algo surrealista, subjectivo, onírico, enfim, muito próprio pois não se insere inteiramente, tanto quanto eu percebi, em nenhum dos movimentos vanguardistas da época, aparecerem figuras (algumas vezes noivos (?)) a voar. Mais propriamente a sobrevoar uma aldeia, provavelmente reminiscências da sua juventude, uma cidade (Paris, por exemplo). Por vezes essas figuras esvoaçantes pairam completamente no ar, mas noutras, há algo que as liga a terra.

"Bride and Groom of the Eifel Tower"

Ora como no lugar onde me encontrava a jiboiar apanhei noites, só noites, de grandes ventanias em que era triste olhar para os pequenos caniches que passeavam os donos no passeio marítimo (isto era uma piada! O passeio marítimo. Não havia embora houvesse mar. E acho que também havia um passeio… Não tenho a certeza) que tentavam manter as quatro patitas no chão quando estas insistiam em elevar-se tomando o rumo que as orelhitas e os caracolitos do seu pelo (agora desfrisados, claro) já haviam tomado.

"La marriée"

Embora sem querer comparar noivos a caniches, não sei como, vieram-me à ideia os ditos quadros de Chagal, dos quais eu até gosto, e ponderei por largo tempo a hipótese de tão dotado senhor ter passado ali, naquele local, alguns momentos de ócio ou, quiçá, de inspiração até porque já vimos que uma coisa leva à outra…

"Lovers in a red sky"

Quem sabe se alguma daquelas povoaçõezitas que se vêem sob os elementos voadores não será aquela em que me encontrava e que, sem saber, está lindamente imortalizada, embora sob disfarce, nalguma daquelas belas composições?

Pois que não sei.

Eu sei que na Rússia, terra natal do pintor, há regiões muito ventosinhas, que sei. Poderiam, portanto, essas representações, serem meras recordações da sua vida aí, na sua terra, seria até normal.

Em Paris, cidade para onde foi em 1910, às vezes também faz um ventito jeitoso, que faz.

E até nos Estados Unidos, local onde viveu durante a II Guerra Mundial, há locais em que o vento sopra enfurecido. Embora nunca tenha estado nos States bem vejo, em muitos filmes com que Holywood nos brinda, o vento e a neve com que os pobres actores têm que lutar em situações completamente desesperadas. Aliás, eu até acho que eles não ganham para isso. Bem, mas isto sou eu, como habitualmente, a desviar-me da questão.

"Flying carriage"

Porém, os pacientes leitores que me desculpem, mas eu continuo a ter para mim que foi ali, naquela vila piscatória, pequenina, picaresca e ventosa que só visto, que o senhor Marc Chagal se inspirou.

E mais não digo porque mais não sei e além disso já foi um enorme abuso para convosco atirar-vos com um texto desta extensão, só para mostrar que neste blogue não se tratam apenas coisas de baixo nível.

Dado que os elementos em que coloco a tónica são voadores, o nível não poderia ser mais elevado. Não é verdade?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Assim, sim!



Só uma pessoa com o carácter que revela, em situações do livro, que descrevem um pouco do que é ser-se um grande médico, um investigador, sem contudo perder a humanidade e a empatia, teria a humildade de ter uma atitude como esta.

Grande Médico, Grande Comunicador e, sobretudo, Grande Homem!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sessão sobre a obra de Jorge de Sena

Participei ontem em mais uma sessão de poesia na Progresso, dinamizada pela Dina, “mãe” da, já incontornável, Livraria Poetria.

Esta que se destinava a divulgar e, desta forma, homenagear Jorge de Sena contou com a participação de brilhantes interpretações de poemas, cartas, excertos de textos, bem como da presença de pessoas que, de alguma forma, tiveram importância quer na sua vida, quer na divulgação da sua extensíssima ( e talvez mal conhecida) obra.

Estas, tiveram participações de grande interesse. Na introdução ao autor, à sua obra, ao seu percurso, enfim, à sua vida, Otília Lage, mulher das letras, licenciada em História, mestre em “História das populações, doutorada em História Moderna e Contemporânea, colaboradora em várias Universidades, bibliotecária, enfim, para enunciar apenas algumas das suas muitas valências, apresentou uma intervenção excelente que, embora um pouco extensa, foi de enorme importância para um melhor conhecimento do autor e, consequentemente, da sua obra.

Num outro momento, Sérgio Lopes, sobrinho do autor, apresentou-nos, de improviso, a sua visão do artista bem como a seu posicionamento perante a poesia, de algum modo semelhante ao do seu tio.

Finalmente, Rebordão Navarro, escritor português que dispensa apresentações (a sua obra fala por si), leu excertos de alguma correspondência que havia trocado com Jorge de Sena bem como nos brindou com episódios curiosos e divertidos que se tinham passado quando ambos participavam em sessões diversas aqui em Portugal.

Entretanto lá iam sendo, na maior parte das vezes, muitíssimo bem ditos os textos escolhidos que melhor ilustravam a obra do autor.

Dado que tinham ocorrido uns pequenos percalços no início da sessão (a tecnologia nem sempre está a nosso favor), começámos um pouco atrasados pelo que tudo terminou muito mais tarde do que deveria.

Contudo, a prova do interesse que o evento suscitou, é que era quase uma da manhã quando tudo acabou e a sala… estava ainda bem cheia!

Mais uma vez, Dina, uma grande sessão. Parabéns!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Poesia in Progress


Mais uma sessão de “Poesia in Progress” e mais um êxito a dever-se, como sempre ao empenho e à devoção da Dina (da Poetria), bem como aos seus incondicionais colaboradores.

Desta vez o tema foi a poesia brasileira e tivemos oportunidade de ouvir, dita de formas diversas, poetas como Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Olavo Bilac, Chico Buarque de Holanda, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Murillo Mendes, Adélia Prado, Paulo Leminski e muitos outros, num ambiente descontraído e agradável como já vem sendo hábito nestas sessões.

O evento foi acompanhado à viola pelo jovem Joaquim Bustos.

E assim se passou mais uma noite de forma saudavelmente agradável.

É preciso referir que é preciosa a colaboração do café Progresso, cuja gerência está sempre pronta a participar na divulgação de eventos culturais de diversas índoles. Além disso tem uns crepes que são óptimos acompanhamentos de poesia ou de música; São crepes culturalmente evoluídos…

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Noite de grande orgulho!



Ontem foi um dia muito especial para mim.

Fui convidada para um “Chá com poesia” que se destinava a homenagear dois poetas: um consagrado, Nuno Júdice e uma poetisa muito jovem mas muito promissora, Inês Torres.

O convite tinha “brinde”! Ou seja eu deveria fazer a apresentação da jovem poetisa uma vez que se trata da minha sobrinha além de afilhada.

Aceitei imediatamente, cheia de orgulho e incrivelmente vaidosa. Depois, veio o receio de não encontrar em mim o engenho requerido para exibir com o destaque que se impunha os seus inequívocos dotes para a poesia.

Enfim, seria o que teria de ser! Socorri-me então das palavras de poetas incontornáveis do nosso panorama literário para definir o conceito de poeta (se é que ser poeta pode ter definição). Disse então as palavras de Florbela Espanca no seu belíssimo soneto “Ser poeta” (não tão bem quanto o canta Luís Represas mas o meu cachet é também ligeiramente menor), continuei dizendo Nuno Júdice, como se impunha, o seu poema “O Poeta” e terminei com a “Autopsicografia” do nosso GRANDE Fernando Pessoa.

A ideia era que os presentes tomassem consciência das características que, segundo estes autores eram inerentes ao poeta: o manuseio da palavra, do sentimento, da emoção, da alegoria, da metáfora, do fingimento, eu sei lá… os presentes teriam a palavra; tirariam as suas conclusões.

Depois, li quatro pequenos poemas inéditos da Inês tentando demonstrar que estes evidenciavam tudo aquilo que tínhamos visto que poderia caracterizar a poesia.

Penso que consegui o objectivo e que todos ficamos com a certeza que, embora muito jovem, a Inês revela já o talento, a sensibilidade, a maturidade para manipular as palavras criando autênticas fatias de prazer.

Não posso terminar este post sem deixar um rasgado elogio aos professores que dinamizaram esta actividade que não só pretendeu dar a conhecer a poesia de dois autores como, pela forma elegante e cuidada com que a prepararam, estou certa que espevitou em muitos dos presentes a curiosidade por este género literário nem sempre de fácil adesão. O elogio é extensivo, claro, à direcção da escola – trata-se do Colégio Paulo VI – que proporcionou os meios, facilitou o evento e honrou professores e alunos com a sua presença.

Quando se procede desta forma na educação é porque se vai no bom caminho. Estou certa que veremos os frutos destas boas práticas.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Acende a Chama da Leitura"

(Imagem do poema que me foi oferecido pela Ana Paula)

Anteontem fui, agora como "individualidade" (situação muito mais confortável), à abertura da Feira do Livro que, todos os anos se realiza no Agrupamento onde eu trabalhei e que, de algum modo, durante algum tempo, também ajudei a conduzir.

A Feira do Livro era uma das realizações que me era mais querida e fico muito feliz por verificar que é sempre grande o empenho que a Escola põe na sua concretização tendo criado um espaço verdadeiramente convidativo para todos os que a visitam; grandes e pequenos.

Este ano tem como tema “Acende a Chama da Leitura” e, por isso, ao entrarmos para o recinto onde se realiza, todos passamos por um arco simbólico formado por duas grandes tochas incandescentes. Linda, a ideia, e de extraordinário efeito!

Na cerimónia de abertura a Coordenadora e minha amiga Ana Paula, depois das inevitáveis boas-vindas e das palavrinhas protocolares, terminou a sua intervenção com a leitura de um poema muito bonito e de especial significado dado que se comemorava também o Dia da Terra.

É esse momento que eu quero partilhar convosco. Para isso cliquem na imagem de cima para conseguirem lê-lo.É de Jorge de Sousa Braga e, acreditem, vale mesmo a pena.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro

(Imagem de Shaun Ferguson Books)

Hoje comemora-se o “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, pelo menos em cem países, por deliberação da Conferência Geral da UNESCO em 1996 e visa promover o livro e o gosto pela leitura.

Curiosamente, foi uma tradição catalã que terá determinado esta comemoração no dia 23 de Abril, dia de S. Jorge (Saint Jordi para os locais).

Habitualmente, nesta província espanhola, os cavaleiros ofereciam às suas damas, neste dia, uma rosa e estas, retribuíam oferecendo um livro.

Hoje, (provavelmente pela falta de cavaleiros, digo eu) perpetua-se ainda essa tradição com a oferta de uma rosa a todas as pessoas que comprem um livro neste dia.

À comemoração nesta data não será também alheio o facto de grandes autores a quem normalmente se presta tributo neste dia como Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov terem nascido ou morrido em dias 23 de Abril.

Portanto vamos lá hoje partilhar livros e flores como se não houvesse amanhã! Vamos lá espalhar alegria e cultura que, como todos sabemos, devem caminhar de mãos dadas.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Citação


Natureza morta de Cézanne
Diz Cézanne:

“Os frutos gostam que lhes pintem o retrato. Parecem ficar ali, a pedir desculpa por irem secando. Os perfumes que exalam trazem-nos os seus pensamentos. Chegam-nos com todas as suas fragrâncias, falam-nos dos campos que deixaram para trás, da chuva que os alimentou, das alvoradas que testemunharam.”

Citação retirada do livro que me encontro a ler “A sétima porta” de Richard Zimler e que me apeteceu partilhar.

Se calhar passarei a olhar para as ditas “naturezas mortas” com outros olhos…

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

E ainda mais alguns comentários de autores acerca dos livros


“O bem de um livro reside em ser lido. Um livro é feito de signos que falam de outros signos, os quais por sua vez falam das coisas. Sem olhos que o leiam, um livro é portador de signos que não produzem conceitos, e portanto é mudo.”
Umberto Eco


“Devo horas preciosas ao universo dos livros […]; são oásis num mundo de destruição.”
Ernst Jünger


“Saibam que o ler dos bons livros e boa conversação faz acrescentar o saber e virtudes como cresce o corpo, que nunca se conhece senão passando por tempo: de pequeno que era, se acha grande, e o delgado fornido.”
D. Duarte


“O livro, tal como a sensitiva, cerra as suas folhas ao tacto impertinente. Há que chegar até ele sem ser sentido. Exercício, quase, de faquir. Há que fazer calar previamente no nosso espírito todos os ruídos parasitários que trazemos da rua, dos negócios e das ocupações, e até a ânsia excessiva de informação literária. Então, no silêncio, começa a escutar-se a voz do livro; porventura medrosa, pronta a desaparecer se lhe dão prazo com qualquer suspeita solicitação. Por isso, Sir Walter Raleigh pensava que, em cada época, só havia dois ou três leitores verdadeiros.”
Alfonso Reyes


“Cada homem é um mundo, por isso mesmo, cada homem que se sabe contar é um livro nunca igual a outro livro. O princípio da originalidade está no partido que se tira de tal circunstância.”
Aquilino Ribeiro


"O milagre de uma página é o de vos atrair amigos invisíveis.”
Michel Déon


“Que é um livro? Uma sucessão de pequenos sinais. Apenas isso. Compete ao leitor extrair por si próprio as formas, as cores e os sentimentos a que esses sinais correspondem.”
Anatole France



“O pouco que sabemos de nós próprios é por vezes a personagem de um livro quem no-lo sugere em voz baixa.”
François Mauriac


“É só quando de nós nos esquecemos
e com a alma toda mergulhamos
no abismo de um livro, seduzidos
pelo sal da beleza e da verdade,
que dele todo o bem nós retiramos…”
Elizabeth Barret Browning