sexta-feira, 29 de junho de 2012
Não
terça-feira, 26 de junho de 2012
"Uma Mentira Mil Vezes Repetida" de Manuel Jorge Marmelo
domingo, 17 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Em louvor das crianças
domingo, 27 de maio de 2012
Irremediavelmente aqui
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Adoro reticências
sábado, 19 de maio de 2012
Boicote
Deve ser por não publicar comentários de livros que vou lendo há já muito tempo que aqui o blogue me está a boicotar.
Por mais que tente não consigo tirar estas linhinhas brancas que sombreiam as frases do texto....
Também não me apetece tentar mais.
Pois que impere o sombreado a branco e não se fala mais nisso!
"Memórias de Adriano" de Marguerite Yourcenar
domingo, 13 de maio de 2012
Desabituei-me de estar aqui...
domingo, 6 de maio de 2012
Sou Mãe

Sei como é querer guardá-lo avaramente apesar de ele teimar em se escoar pelas lágrimas da chuva.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Há dias

Há dias em que me apetece somente ser eu.
E soltar-me de todos os abraços obnóxios, mesmo dos outros, das raízes, das gavinhas de tudo quanto me agarra,
Agarrar todas as flores, as aves, mesmo as amarelas, as borboletas, os sonhos, os poemas que quero para mim,
Chorar todas as gotas de todas as chuvas que me queimam por não terem sido ainda choradas,
Rir todos os soluços que se arrumam no peito por não terem para onde os leve o vento.
Há dias em que não sei como ser.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Apresentação do livro "Geografias Dispersas" - fnac MarShopping part 1
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Aconchego

E quando o teu dia se faz tão negro que empalidece a noite
Quando os finos raios de sol te gelam a alma
Quando rir te solta lágrimas
Quando as palavras se quedam adormecidas
no estrepitoso silêncio das inconsistências
Nessa apatia incólume, aí mesmo,
embrulha a dor na bruma das ausências
… e aconchega-te.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Ocaso

Ela está sentada em frente à janela.
Alonga o olhar para as árvores que parece não ver, de tão parado. Essas mesmo que tão bem conhece, a quem acompanhou o crescer, que viu vestir e despir ao longo das tantas primaveras e de outros tantos Outonos…
Acompanhou-lhes a vida, já não lhes conhecerá o crepúsculo. Hoje, quase nuas, resplandecem sob o fogo frio de um pôr-do-sol de inverno.
Um brilho fugaz e intenso cruza aquele olhar que se ilumina para logo se apagar. Atrás de si uma lágrima, solitária e grossa, rola lentamente por entre os sulcos vincados que lhe cruzam a face.
O pôr-do-sol! Ah, esse brilho esplendoroso dos muitos ocasos que presenciou com ele. Essa luz sob a qual amou e que, sem mesmo saber porquê, lhe acordou memórias, lhe lembrou esse calor há tanto esquecido.
O olhar ainda esquecido sobre aquelas árvores inundadas de um leve fogo perde o brilho. E a gota redonda, que foi aquela lágrima, pousa docemente na sua mão.
Ela, já não a sofre…
domingo, 27 de novembro de 2011
As palavras

As palavras escapam-se-me magras e vazias
numa tentativa frustrada de iludir o vazio de mim.
Palavras castanhas, cinzentas, algumas ainda roxas,
às quais subtraio o sentido, o som, o calor, a luz, o cheiro…
Palavras que tomo de empréstimo mas que não enlaço,
que não toco, que não me tocam, que não sinto minhas…
Palavras desabitadas apenas…
Apenas palavras.
domingo, 6 de novembro de 2011
E há o natal!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
“Ilha Teresa” de Richard Zimler
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
De António Nobre
Dizendo um pequeno excerto de "Viagens na minha Terra" de António Nobre da obra "Só" muito bem acompanhada pelo Pedro Lopes ao piano e pelo Miguel Motta na voz.
Nota importante:
Porque percebi que algumas dúvidas se colocaram nos espíritos dos mais atentos, cumpre-me informar que não, não me encontrava ajoelhada... O Miguel é que é mesmo assim, daquele tamanho.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A gata branca
Era uma gata belíssima aquela que me apareceu no caminho logo no primeiro dia em que, da área da piscina, me dirigia ao meu quarto.
Estranhei a sua magreza. Contudo mantinha um porte altivo, uns olhos brilhantes que pediam algo. Dirigi-me a ela com palavras doces mas a gata branca, imaculadamente branca, embora não fugisse, não confiava. Ia-se aproximando mantendo bem alerta todas as suas defesas. E o seu olhar pedia algo. Fui ficando por ali conversando com ela, sentada no chão, numa tentativa de me aproximar. Gostaria de a acariciar. Não consegui.
Quando estávamos apenas as duas, entendi o desespero daqueles olhos. De sob o passadiço de madeira onde ambas nos encontrávamos, começaram a surgir, se bem que muito desconfiados e sempre prontos a esconderem-se, seis lindos gatinhos pequeninos. Os seus filhos! Eram ainda mais pequenos do que a provável idade lhes imporia pois estavam, também eles, magríssimos.
Fui buscar uma tosta mista que tinha pedido para o almoço e, partindo-a aos bocadinhos pequenos, deixei-lha para que comessem. Devoraram-na sofregamente sob os olhares atentos daquela gata branca que apenas comia aqueles que lhe colocava na sua frente e não os que lançava para junto dos filhos, um pouco mais longe.
Era uma cena de ternura aquela que eu presenciava se bem que embrulhada numa enorme nuvem de tristeza.
Sempre que pressentiam alguém os pequeninos escondiam-se assustados e a mãe, embora não fugisse, sempre elegante e altiva, deslumbrante na sua brancura, mantinha uma distância segura de quem passava.
Tive que ir. Não queria passar o meu primeiro dia de férias sentada num passadiço de madeira a olhar para algo que me arrefecia o ânimo.
Não sabia qual a política do hotel em relação à permanência de animais nos seus vastíssimos espaços exteriores, mas a magreza e o temor revelado por aqueles sete animais não prenunciava nada de bom.
O melhor seria mesmo manter silêncio acerca deles.
sábado, 3 de setembro de 2011
Crónica de uma saudade anunciada
Primeiro foram aqueles tempos sem tempo em que os dias passavam por mim (ou seria eu que passava por eles?) sem que, verdadeiramente, as horas se distinguissem. Tempos em que as horas me prendiam e se enredavam e me enredavam, e me atrapalhavam, e se confundiam e já nem eram horas de tão enredadas…
Além disso havia aquela névoa familiarmente estranha que me turvava o pensamento, o sentir, impelindo-os para dentro, sempre para mais adentro, ali bem para aquele local onde se arquitectam todas as mágoas.
Seguiram-se tempos de incertezas: Aquilo que hoje era, amanhã era-o também apenas com um subtil aroma de dúvida. Tudo que hoje mais queria, amanhã já não desejava, tinha-lhe até medo. Todas as emoções que hoje me ardiam se quedavam extintas no mais logo do amanhã.
E assim se foram desenrolando uns tantos hojes e ontens ainda recentes, nos quais se sonhavam os já saudosos amanhãs.
Finalmente as certezas. Irias partir! Irias perseguir o teu futuro bem presa na força da tua vontade. Irias voar nas asas da tua coragem. E viverias outros ontens, outros hojes e sonharias outros amanhãs que não aqueles que eu costumava partilhar contigo.
Mesmo assim, mesmo presa nas escamas da saudade, estarei orgulhosamente, hoje, a torcer para que todos os teus amanhãs sejam tudo aquilo que de mais belo imaginaste.
Por vezes amar dói tanto!
Nova Iorque, 18 de Julho de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
“A Morte de Carlos Gardel” de António Lobo Antunes

Decidi ler agora (Fevereiro deste ano) este livro de Lobo Antunes, um dos muitos que ainda não li, pelo facto de ter sabido, há já uns tempos atrás, estava o argumento ainda em fase de preparação, que a realizadora sueca Solveig Nordlund iria realizar um filme não só homónimo do livro como tendo por base a sua história.
Ora, sem dúvida, tal conhecimento espicaçou-me a curiosidade em relação ao livro. E agora, confesso, tenho a curiosidade ainda mais encarniçada para ver o resultado final. Neste caso, do filme.
E então o livro:
É mais um livro com a marca inconfundível de António Lobo Antunes. Um livro em que a narrativa se encontra fraccionada, surgindo sem sequência temporal ou espacial, intercalando tempos, espaços, acontecimentos (reais ou do mundo imaginário), e personagens.
Encontra-se dividido em cinco partes sendo que cada uma delas tem por título um tango de Carlos Gardel. Começa com “por una cabeza”, vai seguindo com a “milonga sentimental”, passa para a “lejana terra mia”, até “el dia que me quieras” para terminar com a belíssima “melodia de arrabal”.
Devo dizer que fui ouvir estes tangos (um prazer, gosto de tango, confesso) procurando ver se havia alguma ligação entre as suas letras e o que ocorria naquelas, também cinco, falas. E, realmente, penso que posso com facilidade estabelecer algumas ligações entre os sentidos dos textos. Ou então será mera vontade minha de o fazer. Deixo ao critério, ou à imaginação de cada leitor encontrar, ou não, essa intertextualidade, essa coincidência de sentidos.
Cada uma dessas partes está dividida em, chamemos-lhe capítulos, em que é dada voz a uma personagem. Uma estrutura também já habitual em alguns dos livros de ALA.
E é ao seguirmos essas vozes de cada um que se vai desenrolando perante nós uma história que é, no fundo, o somatório de muitas e, todas elas, gestas tristes onde a desesperança, o isolamento, a insegurança, o desamor, um passado de desilusões são denominadores comuns a todas as personagens.
Nuno, o filho toxicodependente de Álvaro e de Cláudia, encontra-se internado em estado terminal (acabando por morrer). À sua volta vamos encontrando os familiares e relativos que vão soltando as suas existências, os seus pensamentos, as suas fantasias traçando-nos, com elas, um quadro tremendamente deprimente em que a iminente morte do Nuno acaba por se ir diluindo no dramatismo acabrunhante de todas aquelas vidas.
Temos a Cláudia, mãe do Nuno, abandonada por Álvaro que lhe diz que não gosta dela, que nunca gostou, e que, depois de outras, acaba por manter uma relação com um indivíduo da idade do filho.
Graça, tia de Nuno, irmã de Álvaro, com uma relação homossexual assumida com Cristiana, que apenas suporta, pois, na verdade, por quem sempre esteve apaixonada foi pelo irmão.
Cristiana, insegura e exigente. Tremendamente infeliz.
Raquel, a actual esposa de Álvaro, socialmente muito diferente deste, a qual ele não aguenta e não se coíbe de o demonstrar…
E Nuno que, de facto, nunca esteve verdadeiramente ligado a ninguém.
Álvaro é apaixonado pela música de Carlos Gardel que ouve repetidamente. Esta obsessão vai piorar e entrar num caminho sem retorno no dia em que encontra o Sr. Seixas, um velho que, com a sua mulher (agora imobilizada por uma trombose), se apresentava em bares de categoria cada vez mais duvidosa, imitando a imagem e o cantar de Carlos Gardel e dançando os seus tangos. E seguindo-o, lidando com ele como se do verdadeiro Gardel se tratasse, negando a morte deste, Álvaro procura prolongar o mito. Quiçá o único ao qual se sente ainda ligado, o único fio de ilusão que ainda lhe resta.
Mas, na verdade, nem isso ele consegue…
Como sempre a escrita de ALA encanta-me pela perfeição que nela se acha. Todas as palavras estão ali mesmo, onde deviam estar.
E a poesia que dela emana!!!!
Nota:
Não sei por que raios é que não consigo colocar este post sem retirar a cor de fundo da página. Mas desisto. Depois de 1900 tentativas vai mesmo assim. Pronto.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
“Quantas Madrugadas tem a Noite” de Ondjaki

Este foi outro dos livros que ainda li em Nova Iorque. Este não foi propriamente um lenitivo. Foi, sem dúvida, um desafio.
Livro muito interessante mas apenas depois de lhe conseguir encontrar o ritmo. E este é um caso que constitui um verdadeiro desafio.
Escrito numa linguagem muito oral, completamente coloquial utiliza, além de palavras mal pronunciadas, léxico muito específico, com uma enorme profusão de termos próprios de uma linguagem africana, o que, para quem não está familiarizado com esse tipo de linguagem (como é o meu caso), torna algumas partes da narrativa quase ininteligíveis ou, pelo menos, muito maçadoras de ler dada a quantidade de consultas ao glossário que é necessário fazer.
Ultrapassado este primeiro obstáculo (para quem tiver vontade de o fazer), um pouco mais familiarizados com alguns termos que se repetem e adivinhando o sentido de outros, acabamos por encontrar uma história magnífica recheada de personagens que têm tanto de ricas e genuínas como de pitorescas e até caricatas.
Aqui podemos encontrar o anão BurkinaFaçam, um homem bom, que vive de expedientes vários e que tem a permanente companhia de duas prostitutas. O Jaí, albino de condição, professor e honesto até à medula de vocação. O AdolFodido, o defunto, herói de uma guerra que nunca poderia ter protagonizado. As suas duas viúvas. A KotadasAbelhas que se substituiu à abelha-mestra de uma colmeia depois de a matar. E o cão, o enigmático cão…
À medida que o narrador, em troca de umas cervejas (birras) vai desenrolando as fascinantes peripécias em que estas (e outras) personagens se vêem envolvidas, temos que admitir que estamos perante, não só uma capacidade imaginativa invulgar como também de uma, não menos invulgar, capacidade de escrita. É muito difícil escrever num registo coloquial sem que o resultado se ressinta no que diz respeito à qualidade literária. Tal não acontece neste caso.
Confesso que tiro muito mais prazer da leitura do, chamemos-lhe, português padrão quando bem escrito. Dado que não exige de mim nenhum esforço adicional permite-me, sem ruídos de qualquer espécie, concentrar-me no enredo e degustá-lo desde o início.
Contudo, e para ser completamente honesta, apesar das dificuldades iniciais, acabei por gostar muito do que li.
Recomendo. A leitura bem como a paciência para ultrapassar os primeiros desânimos.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
“A Varanda do Frangipani” de Mia Couto

Um dos poucos livros que levei na minha curta viagem a Nova Iorque e um verdadeiro lenitivo para os momentos menos agradáveis que lá passei.
Pois bem. É um livro lindíssimo. E quando digo lindíssimo não exagero nem um pouco. A sua escrita é um verdadeiro poema pela sua beleza, pela sua singeleza, pela sua candura.
Com um toque de policial, com muito de despojo físico e moral de uma guerra terminada há tão pouco tempo, é uma história repleta de histórias magníficas extraordinariamente bem contadas.
Ermelindo Mucanga, falecido mas sem ter tido um enterro condigno, de acordo com os costumes do seu povo, para fugir à “maldição” de ser considerado herói, dispõe-se a reencarnar para voltar a morrer. A sua alma volta à vida no corpo de Izidine Naíta o inspector que vai à Fortaleza de S. Nicolau (actualmente um asilo) com o objectivo de desvendar o mistério da morte de Vasco Excelência director do referido asilo.
Aí, Izidine Naíta é confrontado com as narrativas mais incríveis dos velhos residentes. Narrativas fantásticas em que o folclore moçambicano, as diversas crenças, os mitos, revivem e adquirem corpo em cada página de uma forma muito vívida se bem que também muito natural.
Por norma gosto da escrita de Mia Couto. Mas este livro, confesso, arrebatou-me pela sua beleza e pela ternura com que se lê.
Aconselho vivamente
sábado, 13 de agosto de 2011
Vazio
quinta-feira, 14 de julho de 2011
“A Biblioteca das Sombras” de Mikkel Birkegaard

Como já disse diversas vezes sou uma leitora bastante compulsiva de todos os géneros literários. Contudo, como é natural, há géneros que me suscitam mais curiosidade do que outros. Pois bem, gosto de ler um bom policial.
Quando li a sinopse deste”Biblioteca das Sombras” fiquei logo entusiasmadíssima.
Senão vejamos; Um livro inteiro sobre livros, livrarias, bibliotecas e bibliófilos (já promete!). Tudo isto embrulhando uma morte que se verifica ter sido um assassinato peculiar e que leva o filho do assassinado a encetar uma investigação que o arrastará por caminhos misteriosos…
Pois, não podia deixar de ler.
O livro começou a interessar-me logo às primeiras páginas. Luca Campelli o dono da prestigiada livraria “Libri di Luca” em pleno centro de Copenhaga, chega de uma viagem que o manteve ausente da sua adorada livraria por mais de uma semana.
Ao chegar, inala o odor dos seus adorados livros, serve-se de um cognac e dirige-se ao mezanino, local onde se encontram os exemplares mais ricos e mais invulgares da sua livraria a que muito poucos têm acesso dado o seu valor. Aí repara num exemplar que estranha e começa a lê-lo. À medida que se embrenha na leitura vamos acompanhando estranhos fenómenos ligados ao comportamento de Luca que culminam com o derrube da balaustrada do mezanino e consequente queda que lhe provoca a morte. Este processo de leitura e seus efeitos, embora não totalmente compreensível, ainda, para o leitor, está muito bem descrito e é deveras envolvente.
É que Luca, sabê-lo-emos entretanto, fazia parte de uma sociedade secreta, os Lectores, possuidores de dons excepcionais de leitura que lhes permitiam arrebatar o leitor levando-o a ler o que quisessem que lesse. Mais propriamente a enfatizar os aspectos da leitura que quisessem. Ora esse poder, como facilmente inferiremos, tem tanto de admirável como de perigoso.
Jon, filho de Luca e proeminente advogado, é, no rescaldo da morte do pai, apanhado no meio de todos estes mistérios e perigos que desconhecia completamente mas que tem de enfrentar para salvar a própria vida.
Claro que há espaço para o romance o qual acontece entre Katherina e Jon.
Com todos estes ingredientes e um começo interessante é certo que criei as minhas próprias expectativas que, infelizmente, acabaram por não corresponder à realidade.
O que acabei por ler foi um romance ao estilo Dan Brown, com muito ritmo mas pouca história. E, sobretudo, pouca consistência. Tudo, na minha opinião, é aflorado um tanto superficialmente. As personagens são pouco sólidas à excepção de Katherina que achei bem trabalhada e credível.
Também os sucessivos desfechos do enredo foram, para mim, demasiado previsíveis. Quase desde o início que foi evidente quem eram os “maus” e os “bons” da fita; quase desde início que soube quem eram os traidores e as consequentes vítimas. Enfim, quase desde o início que pude construir a história sem grandes desvios em relação ao que realmente aconteceu.
E para terminar… o fim. Pois, o fim , boring…. Um verdadeiro desconsolo.
Com tudo o que acabei de vos dizer e vale o que vale, é apenas a minha opinião, estamos em presença de um best seller…
Dizer que perdi tempo com a leitura do livro? Não posso, nunca considero uma leitura uma verdadeira perda de tempo. Além disso estamos em presença de uma escrita fluida, agradável, sem grandes pretensões literárias mas agradável mesmo assim.
Um livro a ler para quem gosta do género mas, continuo a achar, com muito pouca substância…