quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
“Claraboia” de José Saramago
Estava na pilha de livros alinhados, por ordem, para eu ler
mas há já muito que ia sendo sistematicamente preterido por outros que iam
chegando. Vá-se lá entender os desígnios da vontade…domingo, 27 de janeiro de 2013
Só
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
“Se eu Fechar os Olhos Agora” de Edney Silvestre
Este foi dos que
entrou directo, não passou pela fila de espera. É, uma das muitas aldrabices
com que vou mimoseando os livros que, ordeiramente, aguardam perfilados na
minha pilha de próximas leituras.sábado, 12 de janeiro de 2013
Um vento demasiado gelado
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
“Os teclados e Três histórias com anjos” de Teolinda Gersão
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Ensaio sobre as rabanadas.
“Sangue Vermelho Em Campo De Neve” de Mons Kallentoft
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Ano Velho/Ano Novo
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Relembro
domingo, 16 de dezembro de 2012
Lua cheia
sábado, 15 de dezembro de 2012
Não É Meia Noite Quem Quer” de António Lobo Antunes
Há já tanto tempo que não escrevo uma opinião acerca de um
livro que, francamente, nem sei bem por onde começar. Ainda por cima um livro
de ALA… Convenhamos que não é a coisa mais simples de fazer.terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Chamas
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Sonhei
as bailarinas, os sonhos, todas as palavras improváveis
de que são feitos os poemas
as bailarinas, os sonhos e todas as palavras improváveis
com que construímos os poemas e arrumamos vidas…
as bailarinas, os sonhos, as palavras
e um dos mais belos poemas de todos os poemas belos com que eu podia sonhar:
sábado, 17 de novembro de 2012
Um poema
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Às malvas
domingo, 11 de novembro de 2012
Grito
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Hoje o mar
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Tanto tempo
e a saudade na ausência de ti…
Tanto tempo nós…
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Sonho
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
"Lost Boy"

Sente no rosto o poder avassalador do punho que o golpeia.
A dor é imensa mas não importa. A sua ausência é muito mais cruel.
Habitualmente não sente nada, não deseja nada, não aspira a coisa nenhuma.
Não ama nem odeia.
Vagueia ausente nessa ubíqua almofada do desapego.
Nesse marasmo perverso que o persegue mas já não o inquieta.
Indiferença? Solidão? Tédio? Apenas isso o rodeia.
Medo não. Medo não sente. Aliás, não sente nada.
Apenas esse imenso enjoo de nada sentir…
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
"O Teu Rosto Será o Último" de João Ricardo Pedro

Muito, muito bom.
Uma agradabilíssima surpresa vinda de um autor estreante mas que, seguramente, virá a dar muito que falar.
Comecei por gostar muito da forma de escrita de João Ricardo; forte, se bem que bonita, e com muito carácter. É uma escrita com identidade própria. Utiliza recursos e vocábulos que, esgrimidos de outra forma ou em contextos diferentes poderiam ser vulgares ou maçadores mas que, no seu caso, enriquecem e dão cunho próprio à escrita.
Depois, gostei da estrutura do romance porque nos conta, de facto, uma história mas nos permite ter uma parte activa na sua construção. Pelo menos deixa-nos com essa ilusão.
A narrativa é composta por um conjunto de episódios aparentemente soltos, autónomos, mas que se vão encaixando de modo a criar para nós uma história coesa.
Uma história sem pontas? Não creio. Julgo que nos compete a nós atar algumas. Mas, mesmo assim, uma boa história impregnada de momentos alegres, disparatados, tristes, de grande dor, enigmáticos, e aqueles absolutamente corriqueiros, do quotidiano de qualquer um. Uma história complexa acerca de um conjunto de pessoas que constituem uma família, mas também a história de cada um em particular sem, contudo, se perder o sentido do todo.
Eu vejo como personagem fulcral desta narrativa Duarte. Não sei se é a personagem que suscita sentimentos mais fortes, a que nos fica a martelar na memória. Porém é aquela que vai atravessando todo o livro; aquela com quem vamos crescendo e tendo experiências de todo o tipo; vivendo. É através dela que vamos conhecendo três gerações de uma família bem como de mais umas tantas pessoas que a rodeiam.
Todavia, e poderá parecer paradoxal, Duarte é uma personagem enigmática. Dotada de grande talento musical (que rejeita), vai vivendo em quase constante interrogação e por isso vai-se descobrindo também (sobretudo?) através do que as outras personagens vão desvendando sobre ele.
O livro inicia-se no dia vinte e cinco de Abril de 1974 mas começa muito antes, ainda no período da ditadura, quando Policarpo vende a propriedade, numa aldeia no sopé da Serra da Gardunha, ao seu amigo e médico Augusto Mendes, para sair do país.
Parte muito importante na narrativa são as cartas que Policarpo envia todos os anos ao seu amigo, aliás como havia prometido, até ao fim da sua vida.
Continua por Queluz onde António, filho de Augusto Mendes, vive com a sua mulher que havia conhecido antes de sair para uma das suas comissões na guerra do ultramar e tinha aceitado ser sua “madrinha de guerra” (quem é que actualmente sabe bem o que é isso???) e o seu filho Duarte.
E é assim, entre as faldas da Gardunha, Queluz, e todos os locais que as cartas de Policarpo nos deixam vislumbrar, que se vai apresentando perante o leitor um puzzle subtil onde as mais insignificantes peças (os episódios mais banais) se vão revelar fulcrais para o desenrolar da narrativa.
A não perder mesmo!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
"The Sense of an Ending" Julian Barnes

Acabei ontem de ler este livro e, se bem que o considere um livro bom, ficou um pouco aquém das minhas expectativas motivadas, obviamente, por críticas que a ele se referiam de forma muito abonatória.
Li-o na sua versão original (em inglês) pelo que nem sequer poderei justificar essa pequena desilusão por perdas na tradução. Pelo contrário, poderá talvez, é dar-se o caso de não conseguir apreender algumas subtilezas da língua dado que a não utilizo comummente.
É um livro reflexivo e interessante, claro. Foi “Man Booker Prize 2011”…
Contudo não foi um daqueles livros que me agarrou de uma forma apaixonada. A verdade é que também não tive vontade de o largar…
Conta-nos uma história de vidas aparentemente normais, mornas e prosaicas. Até que, com a continuação da leitura se vai percebendo que, afinal, não são nem mornas, nem prosaicas e, seguramente, nada comuns.
Todo o livro está eivado de considerações filosóficas e de reflexões de vida mas que se inserem perfeitamente no contexto narrativo, sem que apareçam como conceitos filosóficos de pacotilha, inseridos a martelo, para eruditizar a coisa.
Aliás, creio ser exactamente a pertinência destes que faz com que o livro não seja uma história mais ou menos vulgar (em termos de enredo literário) contada de forma assaz ”soft”.
Temos Tony Webster, o narrador, que, agora em plena meia-idade, nos começa a contar a sua história e dos seus três amigos mais chegados, em plenos anos 60 quando eram um grupo de adolescentes.
Estamos na primeira de duas partes que constituem o livro. Dos outros dois amigos quase não reza a história, são quase totalmente irrelevantes, meros adereços, mas com Adrian Finn tudo é diferente.
Adrian é aquele amigo que se destaca por uma miríade de razões. Todos tivemos ou conhecemos alguém assim; alguém que todos disputávamos para “melhor amigo” e que nos custava ter de partilhar. Era mais, sério, mais inteligente, mais à vontade na exposição das suas ideias perante professores e colegas, aquele cujas reflexões e conclusões eram admiradas e, enfim, incontestadas. Era também o que parecia ter mais certezas e, além disso, um aluno exemplar.
Contudo era um grupo de adolescentes comuns, sedentos de vida, de sonhos, de sexo, de fantasia.
Chega a altura de irem para a faculdade e, enquanto Anthony a frequenta em Bristol, Adrian vai para Cambridge e vai-se, paulatinamente, perdendo o contacto que todos haviam jurado manter para o resto das suas vidas.
Tony mantém uma relação com Verónica até ao final do seu tempo de faculdade. Não dá certo e dá-se a ruptura. Acontecem alguns episódios insólitos nesta relação, mas sem grande interesse (pelo menos em aparência).
Entretanto é informado por Adrian que é agora ele quem mantém uma ligação com Verónica. Responde a Adrian sem dar muita importância ao assunto e, tempos mais tarde recebe a notícia do suicídio do seu amigo.
Estranha-o, reflecte muito em torno deste acontecimento, mas acaba a primeira parte contando, muito brevemente como se desenrolou depois a sua vida até chegar ao que é hoje; uma pessoa de meia-idade, divorciado, se bem que mantendo relações cordiais com a sua ex-mulher, com uma filha, afastado já das suas obrigações profissionais mas mantendo uma rotina de ocupações.
Como dá para perceber nada de especial, nenhuma novidade, nada que certamente não tenha acontecido a todos nós, os de meia idade (com suicídio ou sem suicídio à mistura) … Que é feito dos sonhos da adolescência? Da certeza de que íamos ser donos do Mundo?
E então entramos na segunda parte do livro em que Tony recebe uma comunicação de uma advogada que o informa que é o herdeiro da recém-falecida mãe de Verónica. Essa herança consiste numa importância em dinheiro e no diário de… Adrian.
É então a partir daqui que, no meu ponto de vista, o livro começa verdadeiramente a ter interesse. É a partir daqui que Anthony vai pôr em causa a “exactidão” das suas memórias. É aqui que elas são colocadas numa outra perspectiva, a do futuro. É aqui que já não sabe o que realmente se passou e o que a sua memória seleccionou para manter. É aqui que se surpreende…
Foi aqui que, também eu, fiquei com algum receio de reperspectivar as minhas memórias…
A ler.
domingo, 12 de agosto de 2012
O Meu Poema

Aguarela da série "Mascaras" de Miguel Ministro
Por vezes as palavras demoram a acordar.
Depois, surgem sem chama, inócuas, desnecessárias.
Negam-se a fazer sentido.
Não me lêem. Não me adivinho nelas.
Preciso de as iludir, de as rasgar, de lhes arrancar as máscaras,
de lhes soprar os fumos, as névoas, o que nelas é breve.
De as soltar dos silêncios aparentemente anódinos
e obrigá-las a estar aqui sem limite, audazes, maliciosas, incendiadas
e então, só assim, poderá nascer o meu poema.

















