quinta-feira, 24 de março de 2022
Coisas de filhos
terça-feira, 15 de março de 2022
Corredor humanitário
quarta-feira, 9 de março de 2022
O medo (versão Março de 2022)
quarta-feira, 2 de março de 2022
Parabéns Ana
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
Perguntem a Sara Gross de João Pinto Coelho
Um livro excelente!
Não conhecia nada do autor antes de ler este livro.
Decidi comprá-lo porque me agradou a sinopse e porque percebi que era um autor português a escrever sobre algo que, naturalmente, não tinha vivido embora deva estar no ADN de todos.
Grande desafio! E como gosto de desafios achei que ler este livro seria algo apropriado.
Que boa escolha!
Desde já gosto muito do tipo de escrita do autor; uma narrativa descomplicada mas bonita que nos agarra desde logo.
As personagens são consistentes, bem construídas e parecem ter vida própria. A dada altura parece-nos que aquela pessoa já não está dependente do curso da narrativa ou das vivências das restantes personagens; tem um percurso próprio que nada nem ninguém pode mudar.
A história começa calma (não desinteressante), num colégio de perfil elitista na Nova Inglaterra. É para lá que Kimberly Parker, uma jovem professora nova-iorquina vai leccionar Literatura. É também aí que se encontra Sara Cross a directora carismática desse colégio.
Kimberly cria com Sara uma empatia imediata. E a vida vai fluindo com a ajuda de Miranda e de Clement, o bibliotecário.
Contudo as coisas não são o que parecem; as pessoas escondem segredos fatídicos.
E é então que tragédia de repente se abate sobre a escola. A partir daí a história passa a ter outros contornos e arrasta-nos para o drama do Holocausto.
Viajamos, pasme-se (estamos em plena Primeira Grande Guerra com tudo o que implicava para os judeus), de Nova Iorque para Oshpitzin com uma família judia, abastada e prestigiada que, assim, decide honrar os seus antepassados tentando ajudar à libertação da sua terra ancestral.
E, paulatinamente, sem que nada possamos fazer vamos assistindo ao evoluir do horror.
Desde o gueto de Cracóvia a Auschwitz, símbolo de toda a degradação humana vamos sendo mais um a sofrer com o que se desenrola perante nós.
É que a diegese é muito imagética e as imagens são vívidas, fortes e dolorosas.
A narrativa vai-se desenrolando poderosa, sem pieguices, sem recurso a vínculos morais, mostrando as várias perspectivas de um mesmo acontecimento com rigor, com frieza até, deixando-nos a nós, leitores, o ónus de julgarmos.
Não me vou estender mais pois corro o risco de dizer demais.
Adorei o livro e recomendo vivamente; o livro e o autor.
2021-05
Não me vou estender mais pois corro o risco de dizer demais.
Adorei o livro e recomendo vivamente; o livro e o autor.
2021-05
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Oração a que faltam joelhos de Jacinto Lucas Pires
Acabei de ler este livro que me deixou com sentimentos, se não contraditórios, pelo menos algo ambíguos.
Em primeiro lugar quero dizer desde já que gostei muito do livro. Gosto muito do tipo de escrita e da forma como se vão desenrolando as imagens ora cruas, ora poéticas, pejadas de metáforas simples mas tremendamente eficazes, que vão povoando o pensamento de Kate Souza e, consequentemente, criando “o livro”.
Gostei das personagens que achei bastante consistentes se bem que algumas me tenham parecido apenas delineadas. Pareceram-me até alvo de uma certa displicência; apareciam, tinham o seu papel na história, ganhavam consistência e depois eram quase que deixadas à sua sorte.
Um pouco paradoxal esta impressão que eu tive.
Dito isto, a verdade é que, provavelmente, irei lê-lo outra vez.
Não posso dizer que não o tenha compreendido e apreciado. Mas, sendo um livro de escrita não linear, exigente, em que o pensamento aparentemente desordenado da protagonista/ narradora se desenrola misturando tempos e locais embora sem perder a profundidade do que diz, fiquei com a sensação que poderei tirar mais do livro; poderei compreendê-lo melhor.
Considero este livro uma boa estreia do autor. Nunca havia lido nada de Jacinto Lucas Pires e, talvez por isso não estivesse à espera de uma escrita tão elaborada e tão exigente, mas, seguramente, irei reincidir.
Gostei.
2021-08
terça-feira, 10 de agosto de 2021
Miguel
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Carta à minha mãe
terça-feira, 29 de junho de 2021
Eu tinha um domínio próprio que entretanto não consegui renovar apesar do muito empenho que coloquei nessa renovação.
Por outro lado, mesmo não renovando, era suposto o espaço reverter automaticamente para o domínio "blogspot". Assim eram as condições iniciais tal como as entendi.
Mas nada disso aconteceu e eu fiquei impedida de entrar no meu blog.
Durante muito tempo fui tentando, mandei emails que nunca foram respondidos, tentei outras formas de comunicação sempre sem qualquer sucesso.
Desisti. Se calhar nem era assim tão importante com as novas formas de comunicar que se abriam com os facebook, twiters, instagrams e por aí fora
Hoje, tinha no email a notificação de um comentário para um texto que tinha escrito em 2010....
Fiquei curiosa e tentei (até já nem sei muito bem como se faz) entrar no blogue.
Consegui, acho eu. Agora vamos lá ver se consigo publicar o que estou a escrever.
Confesso que fiquei contente.
E, num dia que é tremendamente triste para mim, esta pequenina alegria aqueceu-me a alma.
É que eu gosto mesmo
do meu blogue.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Parabéns Miguel
Eras apenas uma pequenina gota de delírio,
uma promessa de futuro,
um rosário de horas molhadas de luz.
que se penduram no tempo
e nos fazem sentir saudades
de um futuro sonhado
e exacto e bom.
que colorimos de risos,
de cabelos pouquinhos e loiros
e de outras pequenas felicidades
que mantêm ainda o cheiro do espanto.
que repuxa a alma, que fere
e, todavia,
acaricia como o calor de um sopro,
abriga como abriga a casa que é minha
e está cheia de sonhos muito antigos.
um romper de receios,
uma inquietação de folhas,
um tropeçar no assombro de ti,
uma mão cheia de caminhos por andar
com contornos de ternura e cheiro a mar
sábado, 6 de agosto de 2016
Mamã e titi em 2016-08-06 |