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sábado, 25 de outubro de 2008

Ontem fui ao teatro!


Ontem fui ao teatro!

Pois, mas não foi um teatro qualquer. Fui assistir à apresentação da peça da Federico Garcia Lorca “A casa de Bernarda Alba”, levada à cena pelo grupo de teatro (amador, claro) do Instituto Cultural da Maia.

O elenco, recheado de amigas e de conhecidas, foi exímio na apresentação da peça. Fiquei francamente surpreendida com as capacidades reveladas por algumas pessoas que, confesso, nem suspeitava possuírem.

Os meus mais sinceros parabéns em primeiro lugar às actrizes e, por fim ao Instituto pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver nesta como noutras áreas.

Livros de Férias (segundo round) III "O Confessor" de Daniel Silva


Eis-nos a viajar através dos meandros dos serviços secretos israelitas, pela mão do protagonista, seu agente e, ao mesmo tempo, eminente restaurador de arte.

Com o mesmo protagonista de “O artista da Morte”, Daniel Silva consegue um thriller emocionante com os ingredientes certos para ser o que já é: um best-seller.

Pegando no conflito israelo-árabe, por si só já apelativo, acrescentando-lhe ainda o Holocausto e a influência que a Igreja de Roma nele terá tido (ainda mais curioso), desenvolve uma história de espiões à boa maneira, com fugas mirabolantes, mortes, umas pitadas de romance, à qual consegue, todavia, acrescentar um toque de tal modo realístico que, a certa altura, já me perguntava se tudo isto não se poderia passar mesmo assim.

Como já havia dito em relação ao que li anteriormente, não é um livro que nos traga nada de novo, no entanto lê-se com agrado pois acaba por ser de tal modo empolgante que nos envolve.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Acordar no Mar!



Abro lenta e preguiçosamente os olhos

num deleitoso acordar.

Bem junto a mim, estás tu

que te abres no meu próprio ser.

Abraçados, seduzidos, quedamo-nos a ver,

aquele azul brilhante, imenso, ubíquo,

que nos faz sonhar.

Simplesmente o mar!


Donagata em 2008-10-08

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Livros de Férias (segundo round) II "Confundir a cidade com o mar" de Richard Zimler


Richard Zimler é um dos meus autores favoritos. Por isso, logo que vi um novo livro seu à venda, comprei de imediato sem sequer cuidar de ler a sinopse ou fosse o que fosse.

Pois bem, trata-se de um livro de contos (16) escrito, portanto, num registo completamente diferente daquele que o autor nos habituou nos seus romances.

Sempre com uma escrita culta, utiliza por vezes uma linguagem rude, chocante até. Vai passando por temas diversos, alguns bastante polémicos e de difícil abordagem, centrando-os sempre nas relações entre as pessoas, na sua dificuldade, nos sentimentos, nas suas consequências, nas emoções.

Embora a leitura de contos não seja o meu tipo de leitura favorito (deixa muito à imaginação do leitor; pode ter interpretações muito diversas, é muito mais aberto), devo dizer que tirei um grande prazer da sua leitura.

Os contos que melhor resultaram, no meu ponto de vista, foram os mais extensos, talvez porque se aproximem mais do romance e eu considerar Richard Zimler um romancista por excelência.