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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Não resisti! (Mais uma vez)



Pois, como precisava de me animar um pouco, não resisti a este interessantíssimo cartoon que alguém me enviou por mail.

Além disso contém uma verdade tão profunda e subtil, quase comparável à vetusta filosofia oriental e aos seus sábios provérbios.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

“Meu Amor Era de Noite” Vasco Graça Moura


Acabei de ler este livro que, pelo seu tamanho, se lê muito rapidamente. Trata-se de um romance um tanto incompleto, na minha opinião. Fica-se com a sensação que é algo que acaba mesmo antes de ter começado.

Contado sobretudo a dois tempos, Constança e Mateus que vão contando o seu amor que quase não chega a sê-lo. A narrativa tem o contraponto da irmã de Constança, Eugénia, a autora, que ajuda a esclarecer alguns pontos do enredo.

Graça Moura, narra a história no feminino. Ele será Eugénia, a irmã um tanto devassa, que critica e ajuda a compreender o que anteriormente se passou.

Resultou, no meu ponto de vista, um pouco morno. Foi, sem dúvida, o livro do autor que menos interesse me despertou. Provavelmente, não seria também, pelas características do livro, objectivo do autor, criar um enredo de grande pendor dramático ou outro…

Mantém contudo a escrita excelente, característica que lhe é inerente.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cosmos "A harmonia dos mundos" - parte 1



No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, dou hoje início à publicação de uma série de filmes da série "Cosmos", de Carl Sagan, quanto a mim ainda o melhor que se fez até hoje pela divulgação de um modo perceptível dos fenómenos astronómicos.

O de hoje procura explicar a diferença entre Astronomia e Astrologia apesar da sua origem comum.

Recomendo. Vale a pena.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O olhar


(Imagem: "Eyes of the soul" by Ellen Spencer)

Quando levanto para ti o olhar

e os meus olhos se prendem nos teus,

tão sofridos,

embora sorriam e brilhem,

tão belos, tão expressivos,

movem-se, embaraçados,

ocultam-se para não chorar.

Interrogo-me,

fremente de raiva,

qual a razão,

(se existe um deus - e eu acho que não),

para que a vida seja, de facto, vivida

careça de ser assim, amarga, sofrida?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dia de S. Valentim

E pronto. Eis-nos chegados ao dia de S. Valentim, mais conhecido actualmente por dia dos namorados.

Ou seja, mais um pretexto para que os namorados e namoradas, maridos e esposas se entreguem a uma corrida desenfreada ao presente, à marcação do jantar no restaurante mais em voga, enfim, uma corrida ao consumo aprazado.

Recuso-me terminantemente a ir por esses caminhos que me irritam solenemente uma vez que, em qualquer dia do ano, os namorados e as namoradas, os maridos e as esposas podem e devem, mimar o outro com uma atenção especial, um carinho, uma atitude fora do comum, enfim, até um olhar…

Contudo, como de santos entendo muito pouco, tive curiosidade em saber quem era S. Valentim e o que tinha feito para que este dia se transformasse no “Dia dos namorados”. Sim, porque o Santo, como santo que é, não tem qualquer responsabilidade naquilo em que o dia se tornou.

Eu tenho para mim que ele nem haveria de gostar!...

Bom, por casualidade, no domingo passado, almocei num restaurante que já fazia publicidade ao menu especial que iria servir hoje.

Estava pousado nas mesas numa folhinha muito bem feitinha que continha uma resenha pequena mas interessante da vida do Santo.

É essa informação, feita por alguém para a Estalagem da Via Norte, na Maia, que aqui coloco hoje. O menu, devo dizer-vos que é deveras convidativo.


E agora, vá lá. Ponham os óculos. Esses! Sim, os mais graduados. E agora tentem ler. Então vá! Façam lá um esforcinho!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Imagine"




Imagine- John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

“Em nome de Salomé” de Júlia Alvarez


Escritora dominicana, também dentro do rol das que não conhecia e, cujo livro foi comprado ainda naqueles fabulosos “saldos”, que não me canso de repetir (embora acredite que os leitores, se os há, já estejam cansados de o ler) por 1,49€.

Uma agradável surpresa. Bem escrito, adoptando um género fluido mas erudito, o livro conta-nos a história de uma personagem verdadeira, um ícone nacional na República Dominicana, a poetisa Salomé Ureña.

Fruto da grande instabilidade política do seu país que vai traduzindo em palavras, a poesia de Salomé torna-se um forte valor nacional e convertem-se, aos 17 anos, na musa da pátria.

Isto permite-lhe conviver com as pessoas mais cultas da época. Toma contacto com as novas correntes pedagógicas, vindo mesmo a criar e dirigir a primeira escola secundária para raparigas na República Dominicana.

Sem pretensões de absoluta exactidão, a autora pega em figuras reais, de relevo histórico e constrói um romance que ocorre a dois tempos:

Um, aquele que a própria Salomé nos vai contando; a sua vida conturbada, os exílios, a escrita, a doença, o seu casamento… Também aqui desafiou o estabelecido casando com um homem 10 anos mais novo do que ela, que sempre sobrepôs á família, as suas ambições políticas bem como as suas frequentes traições.

O outro, aquele que nos é transmitido pela sua filha mais nova, que nasce pouco tempo antes da sua morte, Camila. Professora universitária nos Estados Unidos, insatisfeita, que vê, com a aproximação da reforma, chegado o momento da procura do sentido mais profundo da sua existência; aquele que ela sente estar ligado à sua mãe.

Muda-se para Cuba e, é aí, que Camila vai repassando toda a sua vida, regressando ao passado através de cartas, de lembranças, de poemas. E, à medida que a sua vida recua, mergulhada em memórias, a da sua mãe avança trazendo-lhe o entendimento que acaba por explicar as suas próprias angústias.

Estes dois tempos do enredo estão particularmente bem entrosados formando um todo contínuo e conexo de compreensão fácil.

Gostei.