Mesmo a propósito. Na continuidade do post anterior, alguns alunos conseguem presentear os seus professores com verdadeiras pérolas.Estas recebi por e-mail sem que viesse identificado o autor de obra tão genial (a compilação, claro).
*O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro.* ( o dele de certeza, só que estão ambos os lados com avaria)
*O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um.(ora aí está uma que é lógica: praticamente, note-se, ele até tem razão!!)
*Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça?
Resposta: Depende da força da cacetada. * (Obviamente)
*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.* (nada mal pensado. Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo)
*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.*(nem sei que diga)
E agora digam lá se estas respostas indiciam falta de capacidades... Ou até de cérebro!!!
Mudam-se os tempos..... Mudam-se as vontades..... Mudam-se as realidades.....
Que mais mudaremos ainda para termos uma geração futura que nos vai fazer amargar bem os nossos erros, as nossas demissões, as nossas inversões de papeis?????
E se julgam que é só cá, desenganem-se, aliás o cartoon é ilustrativo disso mesmo.
Eu não concordo com toda a carga negativa implícita na primeira situação. Mas, como mãe, também não compreendo a segunda. Desresponsabilizar os jovens e os adolescentes, sinceramente, nunca me pareceu um caminho aceitável. Se não aprendem o que é responsabilidade, nunca mais conseguirão ser cidadãos completos.
Será que nunca seremos capazes de encontrar a atitude de bom-senso?!
Ora vejamos. Quinze séries que eu costumasse ver. Quinze, é mesmo uma grande empreitada, mas vou ver se me consigo lembrar daquelas que, em determinados momentos da minha vida, vergonhosamente (hoje), ou não, eu não perdia. Já agora vou-me debruçar sobre aquelas que via há algum tempo e não sobre as mais actuais. Penso que é um desafio ainda maior e, se calhar, surpreendente mesmo para mim.
1.Verão Azul – imperdível. Série espanhola que contava as aventuras de um grupo de jovens em férias numa praia e se envolve em algumas peripécias já, para altura, de pendor ambientalista. Nunca esqueci o nome do pescador que com eles andava “Chanquete” e da “Júlia” que já não me lembro muito bem o que fazia, mas era uma loura muito apessoada e que cantava e tocava na viola umas músicas de intervenção.
2.The Avengers – série britânica em que Mr. John Steed contracenando nas primeiras sérias com Mrs. Emma Peel e mais tarde com Miss Tara King, ia desvendando mistério atrás de mistério sem nynca perder a compostura e o ar de Sir que sempre mantinha. O mesmo se passava com as suas parceiras que, fizessem o que fizessem, não deslocavam um pelo do penteado nem faziam uma ruga na indumentária (devia ser o Terylene).
3.Get Smart – ou “agente 86”, tinha o detective mais incrivelmente desastrado que se possa imaginar, sempre acompanhado pela inteligente e paciente “99”. Faziam uma dupla absolutamente inesquecível. Interessantes também os objectos especiais que utilizava: o telefone no sapato, o cone do silêncio, uma arma no batom…
4.Soap – Esta foi talvez a primeira “novela” americana de que me lembro e, quanto a mim, a melhor. Era uma excelente rábula que gerava as situações mais rocambolescas. Baseada em duas famílias de duas irmãs Jessica Tate e Mary Campbel que, embora completamente diferentes no seu estatuto e na sua composição, permitiam o impensável.
5.Star Treck – Podia lá eu perder um episódio em que a Enterprise nave que fazia parte da Frota Estrelar da Federação, comandada pelo garboso capitão Kurk e ajudado pelo Mr. Spock (vulcano), pelo Mr. Sulu, pela tenente Uhura e por muitos outros que já não recordo, viajava pelas galáxias mais distantes combatendo todo o tipo de ameaças inter-planetárias, desviando-se no últimos segundos de serem sorvidos por ameaçadores “Buracos negros”para onde haviam sido empurrados…
6.Allô-Allô – Absolutamente imperdível. Do melhor que já vi em televisão e que, ainda hoje revejo com agrado; René, dono de um café numa pequena vila francesa durante a II Guerra protagoniza uma quantidade de peripécias absolutamente hilariantes, inerentes ao convívio destes com os alemães e com a resistência; Edith, a sua mulher, Yvette, Herr Flick, Michelle Dubois “I shall say this only once”… e outros, criam situações absolutamente fabulosas.
7.Baywach – Que vergonha. Era mesmo muito mau. Mas ver o David Hasselhoff - Mitch - rodeado de toda aquela quantidade daquilo que hoje sei ser silicone, naquelas praias de areias brancas da Califórnia rodeadas daqueles mares quentes (achava eu), tornava-se irresistível. Uma coisa que sempre me intrigou. Passando-se numa zona de grande calor, as cenas românticas aconteciam sempre, à noite, sob a chama bruxuleante da lareira…
8.Os Heróis de Shaolin– Outra vergonha! Se um é mau o outro é pior. Mas, sempre que podia via. Achava prodigiosas aquelas técnicas aplicadas de kung-fu que os três heróis evidenciavam; aquelas lutas em voo, os gritos, algo histéricos, que nunca entendi para que serviam mas ficavam muito bem, tipo banda sonora, as corridas mirabolantes a que os protagonistas eram obrigados (os meios de transporte deviam ser escassos) e… a meditação. Tudo isto numa constante luta contra os “maus”. Incrível! (Incrível, é como eu gostava de ver isto!).
9.Friends – Ainda hoje revejo com agrado os episódios que já vi umas poucas de vezes. Era uma série de humor muito interessante em que as personagens, um grupo de seis amigos residentes em Nova York, se caracterizavam por serem pessoas normais numa faixa etária em que tudo pode acontecer.
10.X Files – Não perdia um. Adorava ver os acontecimentos insólitos que os agentes especiais do F.B.I. Fox Mulder (um tanto proscrito pela instituição) e Dana Scully tinham de desvendar. Analisados sob a mente aberta e o olhar crédulo do Mulder sempre contrapostos pela atitude pragmática e científica, algo descrente da Scully, lá iam investigando esses ficheiros X, guardados na cave, que nunca se soube muito bem o que de facto eram…
11.Duarte e Companhia – Finalmente uma nacional. E das boas! Tratava-se de uma série de humor em que dois detectives, o Duarte e o Tó, resolviam os mais fantásticos casos de crime e maldade. Deslocavam-se sempre à velocidade estonteante do seu Citroên 2CV e contavam sempre com a preciosa ajuda da sua secretária, a Joaninha.
12.Blackadder – Rowan Atkinson no seu melhor, protagonizando Edmund Blackadder, em todas as séries um familiar da família real, se bem que em épocas diferentes, e o seu criado Baldrick. Conseguiram uma série de pendor crítico, mordaz mesmo, que se revela nas peripécias que vão surgindo. Gostei também muito da interpretação, já nas séries finais de Hugh Laurie no papel de um príncipe completamente estúpido.
13.Yes Minister – Outra série de origem britânica completamente demolidora em relação aos meandros políticos. Satirizando tudo e todos os que se movimentam nas esferas do poder. Retratava de forma primorosa o poder da manipulação dos mais poderosos pelos seus “fieis” assistentes.
14.All in Family – uma interessantíssima sit-com americana que, embora antiga, retratava de forma excelente as relações intra-familiares. O reaccionário e todo-poderoso (no seu lar) Archie Bunker e a sua submissa esposa Edith quantos lares actuais não espelharão ainda…
15.The A Team (Soldados da fortuna em Portugal) – Esta série reproduzia as aventuras de um grupo de mercenários, todos ex-combatentes do Vietname. As personagens que melhor recordo são o Coronel (julgo eu) Hannibal, de charuto e ar fleumático, que coordenava as operações, B.A. Baracus, inesquecível até pelo seu medo de viajar de avião, um muito bonitinho de quem não lembro o nome mas que desenrascava as situações para as quais era necessário expediente e capacidade de aldrabar e um outro que iam sempre buscar ao manicómio. Que bela equipa!
E já está. Vi muitas outras muito mais sérias, outras, mais recentes que continuo ainda a ver, mas não me dava tanto gozo recordá-las quanto me deu lembrar estas.
Aproxima-se o período das férias e vai aumentando exponencialmente o número de animais abandonados.
Em boa verdade, não são apenas as férias. É que um cachorro pequenino ou um gatinho bebé são tão encantadores!!!! São tão giros para ter lá em casa! Ui, tão fofinhos!
O problema, e se é um problema, é que não ficam sempre pequeninos, requerem atenção e trabalhos adicionais, um espaço adequado, cuidados de saúde e, o pior de tudo, é que não têm um botãozinho para desligar.
Ninguém é obrigado a gostar de ter animais em casa. Agora, a partir do momento em que se opta pela adopção de um animal, aí sim. Aí assumimos obrigações que como cidadãos bem formados e sensíveis, temos o dever de cumprir.
Infelizmente, uma grande parte da nossa população não está mentalizada para este tipo de situações e, é com a maior dos à vontades que, uma família vai, por vezes com os filhos pequenos, levar o animal "de estimação"(?), que viveu consigo algum tempo, entregá-lo ao canil (e já todos sabemos o fim que o espera), pois deixou de caber lá em casa; dá muita despesa; faz muito barulho; arranha os sofás, trepa pelos cortinados, enche tudo de pelo, às vezes distrai-se e faz xixi no chão, vamos de férias..... Tudo considerações a ter em conta ANTES da adopção. Nada disto é surpresa. São mesmo assim os animais. E é nessas pequenas coisas que reside também uma boa parte do seu encanto.
Não consigo entender a insensibilidade de quem, depois de conviver, um dia que seja, com um animal tem a coragem de o largar à sua (pouca) sorte. Aliás, o seu maior azar, foi certamente o dono que lhe calhou em sorte...
No meio de tudo isto, falta-me ainda falar da total inacção das autarquias a quem, na minha opinião deveriam competir as obrigações de acolher, castrar e procurar donos adequados a essas pobres criaturas que sofrem horrores por serem mais susceptíveis à dedicação e a confiar do que nós.
Contudo, na grande maioria dos casos, a autarquia (concelho) limita-se a ter um canil (já tive a infelicidade de visitar alguns e são espaços que apenas posso descrever como dantescos), onde os animais permanecem por alguns dias, em condições indescritíveis, até serem abatidos.
Não posso acabar sem deixar aqui um BEM_HAJAM para todas as associações que se dedicam a recolher, tratar, alojar e colocar animais que lhes vão ter às mãos. Na maior parte das vezes quase sem apoios nenhuns, usam o seu tempo, o seu dinheiro e a boa-vontade de alguns colaboradores para minimizar este problema.
Fazem aquilo que competiria às Câmaras Municipais fazer se mais não fosse por uma questão de higiene e saúde pública
Eles não nos abandonam!... porque o fazemos nós?
Vamos tentar dar uma volta a uma situação revoltante e que nos coloca num nível de civismo só comparável ao do 3ºmundo...
Acabei de ler este livro, o que fiz com muita curiosidade, dado que já li os seus outros romances de que muito gostei.
Este é o seu primeiro romance. Provavelmente aquele porque eu deveria ter começado. Todavia, devo dizer, que apesar de ser o primeiro, já o escritor nos arrebata quer com o enredo quer com o tipo de escrita.
Esta, como habitualmente, é bastante crua, cruel até, mas que apesar disso, ou por isso, resulta numa grande beleza plástica. A sua dureza advém também do facto do enredo se passar numa aldeia pobre e atrasada em que as pessoas, para se protegerem da austeridade das suas vidas se refugiam em crenças que deambulam entre o sacro e o profano; o real e o fantástico. Aqui, tal como nos outros livros que li, já é notória a sua tendência para abordar os temas da ruralidade. Quer pelos lugares que tão bem descreve, quer pelos sentires das suas personagens.
Este livro começa como uma aventura de uma criança de oito anos, o narrador, que, com a sua candura se vê obcecado pela diferença entre o bem e o mal num mundo onde impera a malignidade o que o impele a “viajar” constantemente entre o céu e o inferno.
À medida que vamos progredindo na leitura (que se vai tornando quase compulsiva), as personagens vão oscilando aleatoriamente entre a loucura e a bondade, movendo-se através da realidade e da mais pura fantasia.