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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Convite da Poetria


A extensão e a qualidade dos poetas alemães é tão arrebatadoramente bela! Há mais poesia para além de Rilke, Holderlin, Goethe, Brecht...

A Livraria Poetria quer surpreender uma vez mais, com estes poetas lúcidos até à loucura, puros de paixão e de infortúnio, "anjos do desespero" balbuciando o mistério da Natureza, a imensa terra, o céu sublime...

Desta vez acontecerá no Teatro da Vilarinha que partilhará as receitas de bilheteira (5 €) com a Poetria, no próximo dia 14, pelas 21,45 h., com direito a desfrutar de mais duas outras sessões de poesia: "Palavras para que vos quero", por Rui Spranger, no dia 13, e "Ruy Belo e Carlos Drummond de Andrade", por Manuel Cintra, no dia 15 (à mesma hora).

Para quem não conhece o emblemático Teatro da Vilarinha, será uma maravilhosa ocasião para conhecerem este espaço ao mesmo tempo festivo e eminentemente cultural. Eis o endereço:

Rua da Vilarinha, 1386 Porto. Fica na Estrada da Circunvalação e para lá chegar podem tomar os autocarros 205 ou 501.

Reservas: 222023071 (Poetria); 226108924 (Teatro da Vilarinha)

Esperamos uma vez mais celebrar a POESIA na vossa companhia, agradecendo se possível a divulgação da sessão e do cartaz anexo.

As melhores saudações.

POETRIA


(O texto é, obviamente, da Dina. Um beijo grande para ela.)

Que susto!!!


Hoje apanhei um susto. Não foi um susto qualquer! Não, foi mesmo um grande susto. É que quando cheguei ao meu Bernardo (é o meu computador, nem todos podem ser Magalhães, não é…) e tentei entrar no meu blogue, não consegui. Já ontem à noite alguém me tinha enviado um mail perguntando a razão pela qual tinha o blogue inacessível. Mas eu, muito sinceramente, dado o adiantado da hora, não dei muita importância pois julguei que fosse algum problema temporário do blogger e que hoje tudo estaria resolvido.

Engano meu. Logo de manhã lá vou eu toda lampeirinha, de cafezito na mão para, com a ajuda do Bernardo, dar uma vistinha de olhos pelos meus parceiros internautas preferidos e, eis senão quando, o blogue não há meio de abrir. Por mais que eu tentasse, por todas as “portas” que eu conheço, lá me deparava com a invariável mensagem: server can not be found error404.

Fui clicando nas diversas “ajudas”(?) que vão sendo propostas que nos vão empandeirando para outras “ajudas” ainda mais complexas as quais me encaminhavam para níveis muito à frente daquilo que é a minha capacidade de compreensão da coisa. Eu só sabia que estava a ser vítima do erro 404 mas não vislumbrava indícios de solução.

Claro que, entretanto, fui seguindo algumas sugestões (as que conseguia entender minimamente) e lá fui mudando passwords (agora nem sei bem quais as que mudei e as que mantive…), introduzindo códigos enviados por e-mail mas que, afinal, não me davam acesso a nada, liguei e desliguei o Bernardinho tantas vezes que até ele já estava mais lento e fazia uns ruídos estranhos, isto tudo enquanto me ia insultando até à quinta geração por ter decidido optar por um domínio próprio (já desde Julho) que eu achava ser a razão do problema.

- A mania dos modelos exclusivos! soprava eu. – Não podia ser como toda a gente! Não! Tinha que ser à fina, tinha que ter um domínio. Ainda se ao menos eu soubesse para que serve ter um domínio!!!!

Bom, a verdade é que com todas estas tentativas, este faz e desfaz, este receber quatro vezes a mesma mensagem da suposta assistência do blogger, que não conseguia pôr em prática, ter os cabelos todos em pé, a alma num frenesim e a sensação de que se me aparecesse alguém pela frente era corrido à chapada, dei-me conta que tinha passado a hora do almoço e que se aproximava rapidamente o horário de um compromisso a que não podia faltar.

Sempre em acesa discussão comigo mesma lá fui à minha vida esperando que, entretanto, se desse o milagre da desmultiplicação do erro 404.

Quando regressei, no final da tarde, e como não tinha sido abençoada nem com um laivo de milagre, a coisa continuava a não funcionar, lá me voltei a sentar e decidi mexer menos e raciocinar mais.

Foi aí que, primeiro, no mesmo domínio, criei um blogue novo o qual, espantem-se, abriu!

Então, fui ao painel do outro (a isso eu tinha acesso, só não tinha ao conteúdo) e decidi reconfigurar todas as definições do blogue. Já quase no fim, aparece-me lá um espaço que me permitia sair do meu domínio e passar para o condomínio geral (já lá devia ter passado umas boas dúzias de vezes sem ter visto) para o qual saltei imediatamente.

E foi então, queridos e pacientes leitores, que eu me reencontrei com esta peça de arte literária (e não só) que é este meu “Ponto de Cruz” do qual eu já sentia a falta mesmo que só tivesse estado perdido um dia.

Pensando que esse reencontro tinha sido um sinal que não podia ignorar, aqui estou eu a moer-vos o juízo a contar-vos com penosa e intencional lentidão as minhas desgraças de hoje.

Foi uma verdadeira segunda-feira! E quem leu isto até ao fim ou não tem mesmo nada para fazer ou tem muitos pecados a expiar…

sábado, 8 de novembro de 2008

"O Jogo do Anjo" de Carlos Ruiz Zafón


Apenas me dei conta que tinha surgido um novo livro de Carlos Ruiz Zafón comprei-o para o ler logo de seguida, tendo deixado para trás outros títulos de diversos autores que vão aguardando pacientemente. Isto porque, desde que li “A Sombra do Vento”, que ainda considero um dos melhores livros que li, esperava ansiosamente uma nova publicação do autor.

Já o li.

Mais uma vez a trama do livro se desenvolve em Barcelona (que funciona quase como uma personagem) no início do século XX.

Mais uma vez nos fala de livros, de literatura do amor e do fascínio que ela nos provoca que, por vezes, de tal modo se entranham nas pessoas, que pode mesmo tornar-se um anátema.

A história, de cariz, talvez um pouco gótica, desenvolve-se em torno de um escritor de 28 anos, falhado profissionalmente e gravemente doente que, subitamente, parece ver todos os seus problemas resolvidos com a aparição de um estranho editor. Este, cuja origem se encontra envolta num véu de mistério algo obscuro, propõe-lhe um trabalho que será a solução para tudo o que ele anseia.

O preço que o escritor terá de pagar é o que vamos desvendando, a pouco e pouco, à medida que, agarrados ao livro, vamos devorando capítulo atrás de capítulo.

De excelente precisão narrativa, vamos caminhando com o protagonista através de uma miríade de sentimentos como a paixão, a amizade, o receio, o desespero…

Mais uma obra que recomendo vivamente.

"A primeira perda" Goethe

(Imagem "Thougts" by Ilby Richard Berry)

Hoje, depois de um almoço em que estive, como sempre, muito bem acompanhada e após algumas, inevitáveis, tarefas domésticas, dediquei um pouco da tarde à poesia alemã.

Não sou grande conhecedora dos autores alemães a não ser daqueles que toda a gente conhece. Mas, como tive um convite para participar numa sessão de leitura dos alemães, para a semana, no Teatro da Vilarinha, toca de pôr pés ao caminho e, entre livros e sítios na net, lá fui encontrando poemas surpreendentemente (apenas porque não fazia ideia) bonitos.

Deixo-vos com Goethe (este já conhecia bem) para que se deleitem.


A primeira perda

Oh! Se tornar pudésseis, belos dias,

Ditosos dias do primeiro amor!

Ah! Se pudesse voltar, um só momento,

A vida que foi sonho encantador!

Desolado, alimento hoje a ferida*

E, com suspiros sempre renovados,

Choro a ventura extinta que gozei.

Voltai, voltai de novo, dias felizes

Daqueles belos tempos em que amei.

*também aparece traduzido como saudade

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"Dewey, o gato que comoveu o mundo" de Vicki Myron com Bret Witter


Fui à Bertrand, vi lá este lindo gato vermelho tabby, de olhos cor de âmbar, que me observava atentamente da capa de um livro e, não lhe resisti, comprei-o.

Conta-nos uma história verídica narrada pela pessoa que a protagonizou. Basicamente trata-se do aparecimento de um gatinho na caixa de devoluções dos livros da biblioteca de uma pequena cidade no Iowa, abandonado, esfomeado, enregelado, mas pronto a dar tudo o que dele nem se poderia suspeitar.

O aparecimento de Dewey na biblioteca veio torná-la mais humana, mais dinâmica, mais interessante e, por isso mais visitada. O gato parecia ter uma intuição muito especial para dar mais atenção às pessoas que dela mais necessitavam ou que, por qualquer razão se encontravam mais vulneráveis ou carentes.
Intuitivo, como já referi, paciente, interagia com as pessoas da forma que estas mais necessitavam.

O seu caso foi-se espalhando tendo sido notícia nos meios de comunicação social locais, nacionais (americanos) e internacionais (até no Japão!).
É uma história sem grande valor literário mas, para quem como eu gosta de gatos e de livros, agradável de ler e até comovente.

E a verdade é que os gatos também podem gostar de livros. Pelo menos, a maioria dos meus, adora deitar-se exactamente na página do livro, revista, ou caderno que eu estou a ler. Também apreciam bastante ajudar-me a tirar as folhas da impressora quando estou a imprimir qualquer documento…
Pensando bem, as habilidades deles todos também dariam um livro.

domingo, 2 de novembro de 2008

Reunião de família




Hoje foi um dia de grande trabalheira mas, por outro lado, muito agradável. Fiz o almoço aqui em casa para uma parte muito significativa da minha família mais chegada, do lado do meu marido.
Somos 17 (até já tenho uma sobrinha-neta que é linda) e, regra geral, muito divertidos.

O mais divertido de todos é, sem dúvida, um dos meus cunhados, mais conhecido por “careca raivoso”. Tem uma predilecção especial por brincar com a minha mãe o que, devo dizer, não constitui algo que ela aprecie lá muito. Em parte porque não é propriamente dotada de grande sentido de humor e, por outro lado, porque por vezes não entende o sentido da piada e fica meio desconfiada.

Contudo entre piadas, cantigas, anedotas, opiniões políticas pró e contra o estado da política nacional e internacional a nacionalização da "banca", os ordenados dos militares, os desaires do FCP versus SLB, as injustiças contra o Pinto da Costa que é um “anjo” e outros assuntos de importância semelhante,à mistura com umas castanhinhas assadas para entreter, lá fomos escoando uma tarde fria em temperatura mas muito quente em calor humano.

Não resisto e vou oferecer ao meu cunhado (descaradamente roubado de um link do blog “Herdeiro de Aécio”), e porque ele merece, a música da Natércia Barreto os “Óculos de Sol” pois, se há alguém que a cante com alma e qualidade, à qual junta uma expressividade corporal absolutamente espantosa (por vezes até perigosa), é ele mesmo.
É inimaginável, acreditem, a sua interpretação.
À falta dela cá vai a original.