(Imagem: O tal estado quase comatoso)
Dado que fui alvo de um post tenebroso apenas por ter faltado à última aula de hidroginástica da temporada, aqui fica a justificação da referida falta, pela minha encarregada de educação, como convém. Espero que desta forma venha a evitar futuras torturas para as quais receio não estar psicologicamente preparada.
Excelentíssima Senhora Professora Doutora
É na qualidade de encarregada de educação da sua aluna das aulas de Sábado, Donagata (ao mesmo tempo que em auto-representação uma vez que sou maior e, se calhar, vacinada), que me dirijo a Vossa Excelência no sentido de proceder à justificação da falta dada pela aluna (moi même) no passado dia 26 de Julho ao abrigo do Dec-lei 181/2007 (faltas por motivo de doença).
A razão da sua ausência deveu-se ao facto de eu ter verificado que a aluna se encontrava totalmente incapacitada para a prática de qualquer tipo de exercício mais exigente do que estender-se ou deitar-se.
E porquê? Perguntar-se-á.
Pois bem, na minha modesta opinião de leiga (mas também de vítima), as razões foram as seguintes (muito sintetizadas, claro):
- A aluna passou a semana inteira a levar enormes e desapiedadas cargas de porrada;
- Consequentemente ficou com todos os seus músculos (mesmo os mais pequeninos dos dois dedinhos dos pés) completamente rotinhos. Não havia alinhavo que lhes valesse;
- Sentia violentamente a falta dos metabolitos que entretanto haviam emigrado para o exterior das fibras e, em vez de andarem a excitar o que era preciso, não, entretinham-se apenas a fazer doer…
Penso que não necessito de mais referências para que se entenda o estado lastimável em que se encontrava a minha adorada educanda (Tadinha! Até já tenho uma lágrima no canto do olho…).
Ora, como encarregada de educação esmerada e atenta que me orgulho de ser, ciente da importância da minha actuação no bom desenvolvimento global da minha educanda, resolvi informar-me um pouco melhor sobre o assunto.
Na minha busca, constatei, através de um artigo que me foi dado ler (de uma especialista), que o tempo de regeneração muscular poderá variar entre as 24 e as 48 horas. Constatei ainda que seria aconselhado as pessoas (penso que será o mesmo para as gatas) fazerem, e cito: “um dia de carga (aula) e um de repouso com uma folga maior no fim-de-semana” – fim de citação.
Assim, limitando-me apenas a seguir à letra as indicações, precisas aliás, da referida especialista, e pese embora o facto de a gatinha insistir em ir, nada mais fiz do que aconselhá-la a baldar-se à aula, cumprindo assim o período de descanso de dois dias no fim-de-semana.
Espero ter sido completamente explícita e clara nos motivos que aleguei e, desde já, considero a falta devidamente justificada sem que sejam necessárias outras démarches uma vez que, a meu ver, é por demais evidente que a pequena está em estado de overtrainning (em português, estado quase comatoso), motivado pelo excessivo zelo (para ser meiga) revelado por alguns dos técnicos que Vossa Excelência também foi responsável por formar.
Sem outro assunto.
Com os melhores cumprimentos e certa da sua concordância:
Donagata a Encarregada- de- Educação